
A senadora Soraya Thronicke voltou ao centro de uma nova polêmica após atacar publicamente Frei Gilson por causa de uma pregação baseada em sua leitura da fé cristã. Em publicação nas redes, ela chamou o religioso de “falso profeta” e afirmou que ele teria ultrapassado “todos os limites possíveis de intolerância religiosa, misoginia e etc.”, além de dizer que o frei “não a representa” como católica.
O alvo da reação foi uma fala em que Frei Gilson retomou a passagem bíblica de Gênesis sobre a mulher como “auxiliadora” do homem, argumento que ele apresentou dentro de um contexto religioso dirigido a fiéis que compartilham dessa crença.
A crítica à senadora cresce porque o episódio é visto por muitos como mais um sinal de hostilidade contra manifestações religiosas tradicionais. Para os defensores de Frei Gilson, Soraya não apenas discordou da pregação: ela tratou como ofensiva uma exposição de valores bíblicos feita dentro do próprio campo da fé, o que reacende o debate sobre até onde vai a liberdade religiosa e onde começa a tentativa de constranger ou silenciar discursos cristãos que contrariam pautas ideológicas do momento.
A controvérsia ganhou ainda mais peso porque a própria Soraya foi relatora, no Senado, do projeto que inclui a misoginia como crime de preconceito e discriminação.
O texto relatado pela senadora define misoginia como conduta que expresse ódio, aversão ou desprezo contra mulheres, baseada na crença de supremacia masculina, e foi aprovado no Senado em março antes de seguir para a Câmara. Ao defender a proposta, Soraya também associou o avanço da legislação ao combate a discursos de ódio contra mulheres.
Mais tarde, diante de críticas sobre possível censura, ela declarou que “não se pune opinião, mas conduta”. Ainda assim, casos como o de Frei Gilson alimentam justamente a desconfiança de setores religiosos e conservadores, que enxergam o risco de que interpretações bíblicas passem a ser empurradas para o campo criminal ou tratadas como preconceito apenas por contrariarem o discurso dominante. (É o Mundo)
O alvo da reação foi uma fala em que Frei Gilson retomou a passagem bíblica de Gênesis sobre a mulher como “auxiliadora” do homem, argumento que ele apresentou dentro de um contexto religioso dirigido a fiéis que compartilham dessa crença.
A crítica à senadora cresce porque o episódio é visto por muitos como mais um sinal de hostilidade contra manifestações religiosas tradicionais. Para os defensores de Frei Gilson, Soraya não apenas discordou da pregação: ela tratou como ofensiva uma exposição de valores bíblicos feita dentro do próprio campo da fé, o que reacende o debate sobre até onde vai a liberdade religiosa e onde começa a tentativa de constranger ou silenciar discursos cristãos que contrariam pautas ideológicas do momento.
A controvérsia ganhou ainda mais peso porque a própria Soraya foi relatora, no Senado, do projeto que inclui a misoginia como crime de preconceito e discriminação.
O texto relatado pela senadora define misoginia como conduta que expresse ódio, aversão ou desprezo contra mulheres, baseada na crença de supremacia masculina, e foi aprovado no Senado em março antes de seguir para a Câmara. Ao defender a proposta, Soraya também associou o avanço da legislação ao combate a discursos de ódio contra mulheres.
Mais tarde, diante de críticas sobre possível censura, ela declarou que “não se pune opinião, mas conduta”. Ainda assim, casos como o de Frei Gilson alimentam justamente a desconfiança de setores religiosos e conservadores, que enxergam o risco de que interpretações bíblicas passem a ser empurradas para o campo criminal ou tratadas como preconceito apenas por contrariarem o discurso dominante. (É o Mundo)


