
O avanço do endividamento das famílias passou a ocupar também o centro do debate político. Integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva têm defendido que a queda na popularidade está ligada ao aperto financeiro das famílias. Para o economista Alex Agostini a explicação é profunda. “O problema é justamente o governo não fazer o ajuste fiscal”, disse, ao avaliar que a perda de apoio e o endividamento crescente refletem um desequilíbrio estrutural das contas públicas.
Os números reforçam a preocupação: metade das famílias brasileiras está endividada, segundo o Banco Central do Brasil, e a inadimplência já atinge quase 82 milhões de pessoas, conforme a Serasa. Agostini observa que, mesmo com algum ganho real de renda, a estrutura financeira continua frágil por causa da concentração de renda. O resultado é um consumo sustentado por crédito, e não por renda, com famílias recorrendo a empréstimos e cartões para despesas básicas como alimentação, moradia e saúde.
Na avaliação do economista, a combinação entre desaceleração econômica e menor geração de empregos tende a prolongar esse quadro ao longo de 2026. Ele reforça o argumento citando a frase histórica de Marramaque: “Ou o Brasil acaba com o problema fiscal ou o problema fiscal acaba com o Brasil”. A leitura é direta: enquanto o ajuste das despesas públicas não avançar, o país seguirá preso a um ciclo de endividamento elevado, consumo fraco e popularidade pressionada, com reflexos que vão além da política e atingem o dia a dia das famílias. (VEJA)
Os números reforçam a preocupação: metade das famílias brasileiras está endividada, segundo o Banco Central do Brasil, e a inadimplência já atinge quase 82 milhões de pessoas, conforme a Serasa. Agostini observa que, mesmo com algum ganho real de renda, a estrutura financeira continua frágil por causa da concentração de renda. O resultado é um consumo sustentado por crédito, e não por renda, com famílias recorrendo a empréstimos e cartões para despesas básicas como alimentação, moradia e saúde.
Na avaliação do economista, a combinação entre desaceleração econômica e menor geração de empregos tende a prolongar esse quadro ao longo de 2026. Ele reforça o argumento citando a frase histórica de Marramaque: “Ou o Brasil acaba com o problema fiscal ou o problema fiscal acaba com o Brasil”. A leitura é direta: enquanto o ajuste das despesas públicas não avançar, o país seguirá preso a um ciclo de endividamento elevado, consumo fraco e popularidade pressionada, com reflexos que vão além da política e atingem o dia a dia das famílias. (VEJA)


