
Por Vera Rosa, do Estadão – A coordenação da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição avalia que o escândalo envolvendo o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), no caso Master já contamina o presidente. Em reunião a portas fechadas nesta segunda-feira, 22, dirigentes decidiram recomendar a saída de Wagner o mais rápido possível da liderança para se defender fora do cargo. Não é só: o PT vai adotar o discurso de que apoia as investigações relativas às falcatruas do Master contra quem for, seja oposição ou aliado.
Pesquisas analisadas pela cúpula do partido indicam que a disputa à Presidência está mais apertada do que mostram os atuais levantamentos de intenção de voto. Embora o senador Flávio Bolsonaro (PL), principal desafiante de Lula, tenha perdido apoio após a revelação de suas ligações com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, trackings do governo indicam que essa queda estancou.
Em contrapartida, as descobertas da Polícia Federal sobre Wagner ressuscitaram no eleitorado a pecha de corrupção que marcou o PT nos escândalos do mensalão e do petrolão, nos governos Lula e Dilma Rousseff.
Até a reunião do comando da campanha do presidente, Wagner não pretendia deixar a liderança do governo, sob o argumento de que isso seria uma confissão de culpa. O senador nega que tenha recebido propina do Master.
A situação política, porém, é considerada insustentável pelo PT e pelo governo. Lula terá uma conversa definitiva com o senador nesta quarta-feira, 24, em Brasília. Até amigos de Wagner defendem agora o nome da senadora Teresa Leitão (PT-PE) para ocupar a cadeira de líder do governo no Senado. Argumentam que ela leva vantagem, pois não teria atuado para “derrubar” Wagner.
O timing da cerimônia que comemora a independência da Bahia, em 2 de Julho, também influi no anúncio da saída do senador. Lula vai comparecer à solenidade ao lado do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), que concorre à reeleição, e também de Wagner e do ex-ministro da Casa Civil Rui Costa, os dois candidatos ao Senado.
Wagner queria ser anunciado ali como o homem de Lula no Senado. Mas a avaliação de interlocutores do presidente é a de que não será possível esperar essa data para o anúncio da saída do senador da liderança do governo porque o desgaste se amplia dia a dia. O receio é que apareçam ainda mais denúncias não apenas contra Wagner, mas também contra Rui Costa.
Como mostrou o Estadão, em uma de suas delações Vorcaro citou ligações do Master com expoentes do PT baiano.
A Bahia é um Estado estratégico para a campanha de Lula. Em 2022, por exemplo, o então candidato do PT obteve ali 72,12% dos votos válidos no segundo turno da eleição contra o então presidente Jair Bolsonaro.
Pesquisas analisadas pela cúpula do partido indicam que a disputa à Presidência está mais apertada do que mostram os atuais levantamentos de intenção de voto. Embora o senador Flávio Bolsonaro (PL), principal desafiante de Lula, tenha perdido apoio após a revelação de suas ligações com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, trackings do governo indicam que essa queda estancou.
Em contrapartida, as descobertas da Polícia Federal sobre Wagner ressuscitaram no eleitorado a pecha de corrupção que marcou o PT nos escândalos do mensalão e do petrolão, nos governos Lula e Dilma Rousseff.
Até a reunião do comando da campanha do presidente, Wagner não pretendia deixar a liderança do governo, sob o argumento de que isso seria uma confissão de culpa. O senador nega que tenha recebido propina do Master.
A situação política, porém, é considerada insustentável pelo PT e pelo governo. Lula terá uma conversa definitiva com o senador nesta quarta-feira, 24, em Brasília. Até amigos de Wagner defendem agora o nome da senadora Teresa Leitão (PT-PE) para ocupar a cadeira de líder do governo no Senado. Argumentam que ela leva vantagem, pois não teria atuado para “derrubar” Wagner.
O timing da cerimônia que comemora a independência da Bahia, em 2 de Julho, também influi no anúncio da saída do senador. Lula vai comparecer à solenidade ao lado do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), que concorre à reeleição, e também de Wagner e do ex-ministro da Casa Civil Rui Costa, os dois candidatos ao Senado.
Wagner queria ser anunciado ali como o homem de Lula no Senado. Mas a avaliação de interlocutores do presidente é a de que não será possível esperar essa data para o anúncio da saída do senador da liderança do governo porque o desgaste se amplia dia a dia. O receio é que apareçam ainda mais denúncias não apenas contra Wagner, mas também contra Rui Costa.
Como mostrou o Estadão, em uma de suas delações Vorcaro citou ligações do Master com expoentes do PT baiano.
A Bahia é um Estado estratégico para a campanha de Lula. Em 2022, por exemplo, o então candidato do PT obteve ali 72,12% dos votos válidos no segundo turno da eleição contra o então presidente Jair Bolsonaro.


