Lula barra diplomatas dos EUA que investigariam possíveis fragilidades das urnas eletrônicas



Lula barra diplomatas dos EUA que investigariam possíveis fragilidades das urnas eletrônicas

O governo Lula negou os vistos de entrada no Brasil a dois integrantes do Departamento de Estado dos Estados Unidos que viajariam a Brasília para tratar de integridade eleitoral, liberdade religiosa e liberdade de expressão. Os pedidos foram apresentados em 20 de julho e rejeitados pelo Itamaraty na sexta-feira, dia 24. — É o Mundo.

Os funcionários barrados são Riley M. Barnes, secretário-assistente do Escritório de Democracia, Direitos Humanos e Trabalho, e Samuel Samson, secretário-assistente adjunto da mesma divisão. A visita estava programada para ocorrer entre 27 e 30 de julho e previa encontros com autoridades brasileiras, líderes religiosos e representantes da sociedade civil.

Integrantes do governo brasileiro alegaram que a missão poderia ser utilizada para desacreditar as urnas eletrônicas e interferir nas eleições presidenciais de outubro. Apesar da gravidade da acusação, o Itamaraty confirmou a negativa dos vistos, mas não apresentou publicamente provas de que os diplomatas planejassem sabotar ou deslegitimar o processo eleitoral.

A resposta de Washington veio logo depois. O Departamento de Estado afirmou que se tratava de uma visita diplomática de rotina, dentro das atribuições legais do órgão, e classificou como uma “mentira sem fundamento” qualquer insinuação de que a missão tivesse o objetivo de minar as eleições brasileiras.

A posição americana contradiz diretamente a narrativa adotada pelo governo Lula. Segundo o comunicado, os representantes pretendiam discutir a integridade e a transparência eleitoral, além de questões relacionadas às liberdades religiosa e de expressão. Não foi anunciada uma investigação formal nem uma auditoria das urnas, mas uma agenda de reuniões sobre possíveis preocupações envolvendo o processo eleitoral.

Ao impedir a entrada dos diplomatas antes mesmo da realização das reuniões, o governo Lula transforma um debate sobre transparência em mais uma crise diplomática com os Estados Unidos. Em vez de abrir as portas, apresentar o funcionamento do sistema e responder aos questionamentos, o Planalto optou por barrar a comitiva e acusá-la de interferência sem divulgar evidências concretas.

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