
A China elevou em 55% a tarifa sobre as exportações de carne bovina brasileira que ultrapassam a cota anual estabelecida por Pequim. A medida já afeta frigoríficos nacionais e levanta uma pergunta inevitável: por que o governo Lula não fala em reciprocidade quando a barreira comercial vem da China?
Quando os Estados Unidos anunciaram tarifas contra produtos brasileiros, o governo reagiu rapidamente, defendeu a Lei da Reciprocidade Comercial e adotou um discurso duro. Agora, diante de uma medida semelhante imposta pela China, o silêncio prevalece. Nenhuma ameaça de retaliação, nenhum discurso inflamado e nenhuma sinalização de aplicar os mesmos mecanismos que prometeu usar contra Washington.
Isso evidencia um governo que adota dois pesos e duas medidas na política externa. A reciprocidade parece valer apenas quando o alvo são os Estados Unidos. Quando a decisão parte de Pequim, Lula prefere preservar a relação política e ideológica com o regime chinês, mesmo que produtores brasileiros sejam prejudicados.
Se a reciprocidade é apresentada como um princípio para defender os interesses nacionais, ela deveria ser aplicada independentemente de quem imponha as tarifas. Quando esse princípio desaparece diante da China, fica a impressão de que o governo não age em defesa do Brasil, mas escolhe contra quem está disposto a reagir. Afinal, soberania não deveria depender de quem está do outro lado da mesa. — É o Mundo.
Quando os Estados Unidos anunciaram tarifas contra produtos brasileiros, o governo reagiu rapidamente, defendeu a Lei da Reciprocidade Comercial e adotou um discurso duro. Agora, diante de uma medida semelhante imposta pela China, o silêncio prevalece. Nenhuma ameaça de retaliação, nenhum discurso inflamado e nenhuma sinalização de aplicar os mesmos mecanismos que prometeu usar contra Washington.
Isso evidencia um governo que adota dois pesos e duas medidas na política externa. A reciprocidade parece valer apenas quando o alvo são os Estados Unidos. Quando a decisão parte de Pequim, Lula prefere preservar a relação política e ideológica com o regime chinês, mesmo que produtores brasileiros sejam prejudicados.
Se a reciprocidade é apresentada como um princípio para defender os interesses nacionais, ela deveria ser aplicada independentemente de quem imponha as tarifas. Quando esse princípio desaparece diante da China, fica a impressão de que o governo não age em defesa do Brasil, mas escolhe contra quem está disposto a reagir. Afinal, soberania não deveria depender de quem está do outro lado da mesa. — É o Mundo.


