
O percentual dos que atribuem a pobreza à falta de oportunidades iguais para que todos possam ascender socialmente ainda é majoritário, mas caiu de 76% para 58%. Outros 3% não souberam responder.
A taxa de brasileiros que relacionam a pobreza à preguiça é a mais alta desde o início da série histórica:
- 2013 – 32%;
- 2014 – 37%;
- 2017 – 21%;
- 2022 – 22%;
- 2026 – 40%.
A pesquisa integra o eixo de comportamento da chamada matriz ideológica do Datafolha, que reúne temas como armas, migração de pessoas pobres, criminalidade, pena de morte, drogas, homossexualidade, crença em Deus, sindicatos e punição de adolescentes que cometem crimes.
O Datafolha ouviu presencialmente 2.004 eleitores de 16 anos ou mais em 139 municípios, nos dias 17 e 18 de junho de 2026. A margem de erro para o total da amostra é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%. Nos estratos, a margem varia conforme a base. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-09956/2026.
Diferenças por renda
A percepção varia conforme a renda familiar. Entre quem recebe de 2 a 5 salários mínimos, 43% afirmaram que a pobreza está ligada à preguiça, enquanto 55% disseram que a causa é a falta de oportunidades.
Já entre os entrevistados com renda familiar superior a 10 salários mínimos, 63% atribuem a pobreza principalmente à ausência de oportunidades iguais, o maior percentual desse grupo entre todas as faixas de renda.
Diferenças por ocupação econômica
Entre empresários, 56% acreditam que boa parte da pobreza está ligada à preguiça de pessoas que não querem trabalhar, o maior percentual entre todas as categorias profissionais analisadas.
Na outra ponta, os funcionários públicos apresentam a menor proporção de entrevistados com essa percepção: 28%.
Diferenças por eleitorado presidencial
Entre os eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no 1º turno estimulado, 28% relacionam a pobreza à preguiça, enquanto 70% afirmam que ela decorre da falta de oportunidades.
Já entre os eleitores de Flávio Bolsonaro (PL), 52% atribuem a pobreza à preguiça e 44% à falta de oportunidades.
Entre os eleitores de 16 a 24 anos, 22% associam pobreza à preguiça, enquanto 74% mencionam a falta de oportunidades. Entre os de 60 anos ou mais, os percentuais são de 49% e 48%, empate técnico.


