
Da redação: foi-se o tempo em que apenas as grandes redes de televisão, como a Globo, concentravam os maiores investimentos em publicidade. Vivemos a era da internet, das redes sociais e dos portais de notícias, onde blogs e veículos digitais com audiência e credibilidade também conquistaram seu espaço no mercado da comunicação.
O marketing é, e continuará sendo fundamental para qualquer administração pública. Prefeituras e governos precisam divulgar suas ações e, para isso, investem em agências, produtoras, rádios, TVs, jornais, sites e blogs.
Para se ter uma ideia do tamanho desse mercado, basta olhar alguns números. Em Serra Talhada, dados do Tome Conta apontaram que a gestão Márcia Conrado já havia gasto quase R$ 14 milhões com publicidade desde 2021, uma média próxima de R$ 4 milhões por ano. No Recife, os gastos com publicidade e comunicação somaram cerca de R$ 242 milhões entre 2022 e 2025. Já o Governo de Pernambuco, na gestão Raquel Lyra, destinou aproximadamente R$ 416 milhões à publicidade e comunicação entre janeiro de 2023 e agosto de 2025.
É muito dinheiro circulando no mercado da comunicação. Nesta semana, a campanha de João Campos (PSB) questionou valores pagos pelo Governo de Pernambuco ao Portal do Ricardo Antunes. Segundo as informações divulgadas, seriam cerca de R$ 1 milhão em um contrato de 31 meses, entre dezembro de 2023 e julho de 2026. O portal apresentou sua versão, afirmando que o valor representa aproximadamente R$ 33 mil por mês e que considera a quantia reduzida diante do alcance de sua página.
E, sinceramente, não cabe a nós dizer se R$ 33 mil por mês é muito ou pouco para um veículo. Publicidade deve considerar alcance, audiência, relevância e a estratégia de quem anuncia.
O mesmo vale para o Portal de Prefeitura, que, segundo dados divulgados, teria recebido aproximadamente R$ 642,5 mil em publicidade do Governo de Pernambuco desde 2023.
E é importante deixar claro: receber recursos públicos por publicidade, por si só, não significa irregularidade, tampouco obriga um veículo a defender quem anuncia ou atacar seus adversários.
Porém, enquanto alguns veículos conseguem contratos de centenas de milhares ou até milhões de reais, outros, mesmo com anos de estrada, milhares de seguidores e milhões de visualizações, continuam praticamente invisíveis para quem decide onde a verba publicitária será aplicada.
É curioso perceber que existem meios de comunicação que, durante anos, ajudam gratuitamente a divulgar ações, eventos e até campanhas políticas. Empunham, muitas vezes a 0800, a bandeira de candidatos, grupos e projetos em que acreditam.
Mas, quando chega a hora de distribuir os recursos destinados à comunicação, o que é previsto no artigo 37 da Constituição Federal que estabelece a publicidade como um dos princípios da Administração Pública, alguns veículos de comunicação, alguns aqui do Pajeú, parecem deixar de existir. E não estamos falando de falta de audiência. Estamos falando de falta de reconhecimento.
Enquanto uns seguem motivados a investir em equipamentos, equipe, deslocamentos e produção de conteúdo, outros, mesmo com décadas de estrada, milhares de seguidores e milhões de visualizações, já estão cansados de, com o pires na mão, dar carona, nas publicidades locais, a quem movimenta milhões nas campanhas estaduais. Diante disso, começam a pensar em rever conceitos e mudar suas estratégias, na tentativa de finalmente serem reconhecidos e enxergados.
O marketing é, e continuará sendo fundamental para qualquer administração pública. Prefeituras e governos precisam divulgar suas ações e, para isso, investem em agências, produtoras, rádios, TVs, jornais, sites e blogs.
Para se ter uma ideia do tamanho desse mercado, basta olhar alguns números. Em Serra Talhada, dados do Tome Conta apontaram que a gestão Márcia Conrado já havia gasto quase R$ 14 milhões com publicidade desde 2021, uma média próxima de R$ 4 milhões por ano. No Recife, os gastos com publicidade e comunicação somaram cerca de R$ 242 milhões entre 2022 e 2025. Já o Governo de Pernambuco, na gestão Raquel Lyra, destinou aproximadamente R$ 416 milhões à publicidade e comunicação entre janeiro de 2023 e agosto de 2025.
É muito dinheiro circulando no mercado da comunicação. Nesta semana, a campanha de João Campos (PSB) questionou valores pagos pelo Governo de Pernambuco ao Portal do Ricardo Antunes. Segundo as informações divulgadas, seriam cerca de R$ 1 milhão em um contrato de 31 meses, entre dezembro de 2023 e julho de 2026. O portal apresentou sua versão, afirmando que o valor representa aproximadamente R$ 33 mil por mês e que considera a quantia reduzida diante do alcance de sua página.
E, sinceramente, não cabe a nós dizer se R$ 33 mil por mês é muito ou pouco para um veículo. Publicidade deve considerar alcance, audiência, relevância e a estratégia de quem anuncia.
O mesmo vale para o Portal de Prefeitura, que, segundo dados divulgados, teria recebido aproximadamente R$ 642,5 mil em publicidade do Governo de Pernambuco desde 2023.
E é importante deixar claro: receber recursos públicos por publicidade, por si só, não significa irregularidade, tampouco obriga um veículo a defender quem anuncia ou atacar seus adversários.
Porém, enquanto alguns veículos conseguem contratos de centenas de milhares ou até milhões de reais, outros, mesmo com anos de estrada, milhares de seguidores e milhões de visualizações, continuam praticamente invisíveis para quem decide onde a verba publicitária será aplicada.
É curioso perceber que existem meios de comunicação que, durante anos, ajudam gratuitamente a divulgar ações, eventos e até campanhas políticas. Empunham, muitas vezes a 0800, a bandeira de candidatos, grupos e projetos em que acreditam.
Mas, quando chega a hora de distribuir os recursos destinados à comunicação, o que é previsto no artigo 37 da Constituição Federal que estabelece a publicidade como um dos princípios da Administração Pública, alguns veículos de comunicação, alguns aqui do Pajeú, parecem deixar de existir. E não estamos falando de falta de audiência. Estamos falando de falta de reconhecimento.
Enquanto uns seguem motivados a investir em equipamentos, equipe, deslocamentos e produção de conteúdo, outros, mesmo com décadas de estrada, milhares de seguidores e milhões de visualizações, já estão cansados de, com o pires na mão, dar carona, nas publicidades locais, a quem movimenta milhões nas campanhas estaduais. Diante disso, começam a pensar em rever conceitos e mudar suas estratégias, na tentativa de finalmente serem reconhecidos e enxergados.


