
A Casas Bahia iniciou uma das maiores reestruturações de sua história diante de uma sequência de resultados negativos, forte pressão financeira e dificuldades para recuperar a rentabilidade. Entre quinta-feira (13) e sexta-feira (14), a varejista colocou em andamento o fechamento de centenas de unidades e uma nova rodada de demissões. — Informações via VEJA
De acordo com informações obtidas pelo jornal Valor Econômico, são 298 lojas em processo de encerramento das atividades. O número representa aproximadamente 28,7% das pouco mais de mil unidades que a empresa mantinha no país, considerando os dados de março de 2026.
A redução é significativamente maior do que os cortes realizados nos últimos anos, período em que a companhia vinha diminuindo sua presença física de forma gradual, com o fechamento de algumas dezenas de lojas por ano.
Até 2 mil trabalhadores podem ser desligados
A reestruturação também atinge diretamente os funcionários. Na quinta-feira (13), aproximadamente 600 trabalhadores foram demitidos. Para a sexta-feira (14), a previsão era de mais 1,3 mil a 1,4 mil desligamentos.
Somadas as duas rodadas, o número de demissões pode chegar a 1,9 mil ou 2 mil postos de trabalho, o equivalente a cerca de 6,7% da força de trabalho da companhia.
A medida faz parte de um programa mais amplo de redução de despesas, cujos detalhes devem ser apresentados pela empresa ao mercado.
De acordo com informações obtidas pelo jornal Valor Econômico, são 298 lojas em processo de encerramento das atividades. O número representa aproximadamente 28,7% das pouco mais de mil unidades que a empresa mantinha no país, considerando os dados de março de 2026.
A redução é significativamente maior do que os cortes realizados nos últimos anos, período em que a companhia vinha diminuindo sua presença física de forma gradual, com o fechamento de algumas dezenas de lojas por ano.
Até 2 mil trabalhadores podem ser desligados
A reestruturação também atinge diretamente os funcionários. Na quinta-feira (13), aproximadamente 600 trabalhadores foram demitidos. Para a sexta-feira (14), a previsão era de mais 1,3 mil a 1,4 mil desligamentos.
Somadas as duas rodadas, o número de demissões pode chegar a 1,9 mil ou 2 mil postos de trabalho, o equivalente a cerca de 6,7% da força de trabalho da companhia.
A medida faz parte de um programa mais amplo de redução de despesas, cujos detalhes devem ser apresentados pela empresa ao mercado.
Prejuízo bilionário aumenta pressão sobre a companhia
O movimento ocorre em um momento financeiro delicado para a varejista. No primeiro trimestre de 2026, a Casas Bahia registrou prejuízo de R$ 1,064 bilhão, mais que o dobro da perda registrada no mesmo período de 2025, quando o resultado negativo havia sido de R$ 408 milhões.
No acumulado de 2025, o prejuízo consolidado da companhia ficou próximo de R$ 3 bilhões.
Um dos principais fatores que pressionam os resultados são as despesas financeiras. Somente no primeiro trimestre deste ano, o resultado financeiro líquido ficou negativo em R$ 1,171 bilhão, em um cenário marcado por juros elevados.
Além do custo da dívida, o elevado endividamento das famílias brasileiras também tem afetado o consumo. Com menor capacidade de compra e maior dificuldade para assumir novos financiamentos, a recuperação das vendas do varejo se torna mais difícil.
Recuperação extrajudicial não resolveu todos os problemas
A situação atual também é consequência de problemas acumulados nos últimos anos. Em 2024, a Casas Bahia passou por um processo de recuperação extrajudicial, adotado após um desequilíbrio em sua estrutura de capital.
O processo foi solucionado por meio de um acordo com os bancos credores, permitindo à empresa reorganizar parte de suas obrigações. Mesmo assim, a companhia continuou enfrentando o peso das despesas financeiras e a necessidade de recuperar sua capacidade de gerar resultados.
O fechamento de quase 30% das lojas e a redução do quadro de funcionários mostram que a empresa agora busca uma reestruturação muito mais profunda, com o objetivo de diminuir custos, adequar sua operação ao cenário atual e tentar recuperar a rentabilidade.
A dimensão dos cortes sinaliza que a crise deixou de ser apenas uma questão de desempenho pontual das vendas e passou a exigir uma revisão significativa do tamanho e do modelo de operação da rede.



