
A pressão sobre Alexandre de Moraes ganhou um novo patamar nesta terça-feira (1º). Folha de S.Paulo, Estadão e Gazeta do Povo publicaram editoriais defendendo a saída do ministro do STF após as novas revelações da Polícia Federal envolvendo sua relação com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.
A Folha foi direta: no editorial “A Moraes cabe a renúncia”, afirmou que não há mais lugar para o ministro no Supremo e defendeu que, caso ele não deixe o cargo voluntariamente, o Senado faça tramitar um processo de impeachment. O Estadão seguiu na mesma linha com “Moraes tem de sair do Supremo”, sustentando que sua permanência passou a comprometer a própria autoridade da Corte. Já a Gazeta do Povo foi ainda mais incisiva ao publicar: “Moraes precisa deixar o STF — ou, melhor ainda, ser retirado dele”.
O movimento acontece depois de a PF revelar mensagens e documentos relacionados a Vorcaro. Entre os pontos mais graves está a análise de metadados que, segundo a investigação, indica que Moraes fez edições em uma minuta do contrato de R$ 131 milhões firmado entre o Banco Master e o escritório de sua esposa, Viviane Barci de Moraes. O escritório afirmou que consultou o ministro, na condição de marido da sócia-diretora, sobre eventuais impedimentos legais para a contratação.
As mensagens também mostram Vorcaro recorrendo a Moraes em meio às investigações e perguntando, pouco antes de sua prisão, se deveria deixar o país. O material ainda registra referências ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.
O que antes era uma cobrança concentrada na oposição agora chegou aos editoriais de alguns dos maiores jornais do país. Folha, Estadão e Gazeta convergirem publicamente pela saída de Moraes mostra a dimensão da crise que se abriu no Supremo. Com as revelações se acumulando e a pressão crescendo fora e dentro de Brasília, a pergunta deixou de ser apenas o que Moraes terá de explicar: agora, sua própria permanência no STF está no centro do debate nacional. — É o Mundo.
A Folha foi direta: no editorial “A Moraes cabe a renúncia”, afirmou que não há mais lugar para o ministro no Supremo e defendeu que, caso ele não deixe o cargo voluntariamente, o Senado faça tramitar um processo de impeachment. O Estadão seguiu na mesma linha com “Moraes tem de sair do Supremo”, sustentando que sua permanência passou a comprometer a própria autoridade da Corte. Já a Gazeta do Povo foi ainda mais incisiva ao publicar: “Moraes precisa deixar o STF — ou, melhor ainda, ser retirado dele”.
O movimento acontece depois de a PF revelar mensagens e documentos relacionados a Vorcaro. Entre os pontos mais graves está a análise de metadados que, segundo a investigação, indica que Moraes fez edições em uma minuta do contrato de R$ 131 milhões firmado entre o Banco Master e o escritório de sua esposa, Viviane Barci de Moraes. O escritório afirmou que consultou o ministro, na condição de marido da sócia-diretora, sobre eventuais impedimentos legais para a contratação.
As mensagens também mostram Vorcaro recorrendo a Moraes em meio às investigações e perguntando, pouco antes de sua prisão, se deveria deixar o país. O material ainda registra referências ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.
O que antes era uma cobrança concentrada na oposição agora chegou aos editoriais de alguns dos maiores jornais do país. Folha, Estadão e Gazeta convergirem publicamente pela saída de Moraes mostra a dimensão da crise que se abriu no Supremo. Com as revelações se acumulando e a pressão crescendo fora e dentro de Brasília, a pergunta deixou de ser apenas o que Moraes terá de explicar: agora, sua própria permanência no STF está no centro do debate nacional. — É o Mundo.


