
A eleição presidencial não pode terminar nas urnas e começar novamente dentro dos gabinetes do Supremo. Se Flávio Bolsonaro conquistar a maioria dos votos dentro das regras, a escolha dos brasileiros precisa ser respeitada. Preparar previamente caminhos para tentar derrubar esse resultado seria afrontar diretamente a soberania popular.
A informação que acendeu o alerta foi revelada pela Revista Oeste, em reportagem de Cristyan Costa. Segundo a apuração, três ministros do STF afirmam que uma ala da Corte estaria construindo argumentos, precedentes e caminhos processuais que poderiam ser usados para contestar a legitimidade de uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro sobre Lula. Entre os elementos discutidos estaria a tese de “interferência estrangeira”, enquanto o Supremo poderia atuar na revisão de decisões da Justiça Eleitoral.
A reportagem relata ainda que Gilmar Mendes já havia tornado pública, em junho, a possibilidade de o Supremo atuar como instância revisora diante de eventual parcialidade do TSE. O cenário descrito pela Oeste coloca, portanto, uma questão gravíssima sobre o que poderia acontecer depois das urnas.
Se Flávio vencer e uma construção jurídica previamente preparada for utilizada para impedir que uma vitória legítima seja respeitada, será golpe contra a vontade popular. Não existe democracia verdadeira quando o cidadão pode votar, mas a validade de sua escolha fica condicionada posteriormente à decisão de ministros que não receberam um único voto para escolher o presidente da República.
Se Flávio vencer dentro das regras, Flávio deve assumir. O povo não pode ser chamado às urnas para descobrir, depois, que sua decisão ainda precisa passar pelo crivo da toga. Se o voto vale, precisa valer também quando o resultado desagrada a quem está no poder.
Por Karyston Franco | É O MUNDO
A informação que acendeu o alerta foi revelada pela Revista Oeste, em reportagem de Cristyan Costa. Segundo a apuração, três ministros do STF afirmam que uma ala da Corte estaria construindo argumentos, precedentes e caminhos processuais que poderiam ser usados para contestar a legitimidade de uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro sobre Lula. Entre os elementos discutidos estaria a tese de “interferência estrangeira”, enquanto o Supremo poderia atuar na revisão de decisões da Justiça Eleitoral.
A reportagem relata ainda que Gilmar Mendes já havia tornado pública, em junho, a possibilidade de o Supremo atuar como instância revisora diante de eventual parcialidade do TSE. O cenário descrito pela Oeste coloca, portanto, uma questão gravíssima sobre o que poderia acontecer depois das urnas.
Se Flávio vencer e uma construção jurídica previamente preparada for utilizada para impedir que uma vitória legítima seja respeitada, será golpe contra a vontade popular. Não existe democracia verdadeira quando o cidadão pode votar, mas a validade de sua escolha fica condicionada posteriormente à decisão de ministros que não receberam um único voto para escolher o presidente da República.
Se Flávio vencer dentro das regras, Flávio deve assumir. O povo não pode ser chamado às urnas para descobrir, depois, que sua decisão ainda precisa passar pelo crivo da toga. Se o voto vale, precisa valer também quando o resultado desagrada a quem está no poder.
Por Karyston Franco | É O MUNDO


