
Durante meses, parte da esquerda pernambucana tentou convencer o eleitor de que Raquel era bolsonarista. João Campos chegou a dizer que “todo bolsonarismo” estava no entorno dela. Teresa Leitão, Marília Arraes e outros aliados da Frente Popular exploraram a mesma divisão. — Do Bastidor PE
Raquel manteve a neutralidade e uma parcela da esquerda tratou essa posição como adesão ao bolsonarismo, enquanto acreditava que poderia derrotá-la e resolver a eleição presidencial sem precisar dela.
O palanque de João insistiu para que Lula viesse a Pernambuco na reta final, apesar da resistência dentro da própria campanha presidencial. Trouxeram Lula a pulso para subir no palanque de João e tentar desequilibrar uma disputa estadual na qual Raquel havia pedido neutralidade. Lula veio, mesmo sabendo do risco político de hostilizar uma governadora que poderia ser importante num eventual segundo turno presidencial.
Raquel derrotou João Campos e foi reeleita. Lula não resolveu a eleição no primeiro turno e agora enfrenta o favoritismo de Flávio Bolsonaro. De repente, a governadora apresentada durante meses como parte do problema virou apoio que todo mundo quer.
O movimento chega a ser melancólico. Quem passou a campanha tentando empurrar Raquel para o bolsonarismo agora trabalha para levá-la ao palanque de Lula.
Parte importante do petismo escolheu João quando Raquel pediu neutralidade. Foi uma escolha política legítima. Mas escolhas têm consequências.
Se Raquel era mesmo bolsonarista antes de domingo, por que seu apoio agora é tão disputado?
Raquel não mudou de posição. Quem mudou de necessidade foi o PT.
Espero que aprendam com a lambança que fizeram. Política não termina numa eleição e Pernambuco não desaparece depois do segundo turno. Do mesmo jeito que hoje precisam de Raquel depois de passarem meses tentando isolá-la, vão precisar dela novamente em 2030, seja qual for o resultado desta eleição. Transformar em inimigo quem amanhã pode ser necessário costuma cobrar a conta mais cedo do que se imagina.
Raquel manteve a neutralidade e uma parcela da esquerda tratou essa posição como adesão ao bolsonarismo, enquanto acreditava que poderia derrotá-la e resolver a eleição presidencial sem precisar dela.
O palanque de João insistiu para que Lula viesse a Pernambuco na reta final, apesar da resistência dentro da própria campanha presidencial. Trouxeram Lula a pulso para subir no palanque de João e tentar desequilibrar uma disputa estadual na qual Raquel havia pedido neutralidade. Lula veio, mesmo sabendo do risco político de hostilizar uma governadora que poderia ser importante num eventual segundo turno presidencial.
Raquel derrotou João Campos e foi reeleita. Lula não resolveu a eleição no primeiro turno e agora enfrenta o favoritismo de Flávio Bolsonaro. De repente, a governadora apresentada durante meses como parte do problema virou apoio que todo mundo quer.
O movimento chega a ser melancólico. Quem passou a campanha tentando empurrar Raquel para o bolsonarismo agora trabalha para levá-la ao palanque de Lula.
Parte importante do petismo escolheu João quando Raquel pediu neutralidade. Foi uma escolha política legítima. Mas escolhas têm consequências.
Se Raquel era mesmo bolsonarista antes de domingo, por que seu apoio agora é tão disputado?
Raquel não mudou de posição. Quem mudou de necessidade foi o PT.
Espero que aprendam com a lambança que fizeram. Política não termina numa eleição e Pernambuco não desaparece depois do segundo turno. Do mesmo jeito que hoje precisam de Raquel depois de passarem meses tentando isolá-la, vão precisar dela novamente em 2030, seja qual for o resultado desta eleição. Transformar em inimigo quem amanhã pode ser necessário costuma cobrar a conta mais cedo do que se imagina.


