
Nas hostes do PSD, a reeleição da governadora Raquel Lyra é descrita como “jogo do ganha-ganha”. Leia-se: ela se cacifa na condição de primeira mulher reeleita do Estado e o PSD passa a ter, na única mulher vitoriosa das disputas pelos governos estaduais neste 1º turno, uma das principais vitrines da sigla para a corrida presidencial. — Por Renata Bezerra de Melo
Em outras palavras, o resultado das urnas, neste domingo (04), confere a ela uma dimensão que ultrapassa os limites de Pernambuco. Além dela, no PSD, o outro nome com projeção nacional para 2030 é o do ex-prefeito Eduardo Paes, que vai disputar o 2º turno no Rio de Janeiro.
No partido, então, vale a leitura imediata de que Raquel já conquistou o que Paes ainda vai precisar brigar para alcançar. Considerando que a eleição deste ano funciona como uma espécie de prévia para 2030 e que Pernambuco tinha, no páreo, dois nomes com projeção nacional – ela e o ex-prefeito do Recife, João Campos, a totalização das urnas altera a fotografia: a mandatária do Palácio do Campo das Princesas ganha musculatura; o socialista perde dimensão eleitoral nesse tabuleiro.
Os números contam uma história que podem representar um enfraquecimento da projeção automática de João no plano nacional. Em Caruaru, Raquel atingiu 75,22% (146.573) dos votos, demonstrando força em seu reduto eleitoral. Na cidade da qual ela já foi prefeita, João somou 23,10% (45.021 votos).
No Recife, a disputa foi apertada, ao contrário do que apostavam integrantes da Frente Popular: Ele obteve 49,94% (473.994 votos), e ela, 46,07% (437.301 votos), vencendo em três zonas eleitorais (1ª, 8ª, 149ª).
Nesse caso, o plano do PSB de transformar a capital em barreira suficiente para impedir a vitória estadual de Raquel não se consolidou. “É melhor pescar peixe em um aquário do que no açude”, pondera uma fonte do conjunto de João Campos, sinalizando que a tática de tentar diminuir a diferença no interior do Estado parece ter deixado o Recife sem a devida cobertura na campanha.
Na coletiva que concedeu após o pleito, o ex-prefeito definiu o resultado como “feito histórico, a maior votação dos últimos 28 anos em primeiro turno de uma candidatura de oposição”. Entre aliados, os números do Recife, abaixo do esperado, causaram surpresa.
No Estado, a diferença entre os dois foi de 444.969 mil votos. Raquel Lyra venceu com 53,27% (2.805.438 votos) contra 44,82% (2.360.469) de João Campos. Nacionalmente no PSD, a governadora é descrita como uma “liderança que ninguém discute”. Para o 2º turno da corrida presidencial, o partido deve seguir respeitando a posição de seus filiados.
Em coletiva, neste domingo, a governadora afirmou, ao ser indagada de declararia apoio ao presidente Lula, que vai manter a coerência e voltou a agradecer ao mandatário do Planalto. Lula, por sua vez, viu os dois candidatos ao Senado da chapa de João Campos saírem vitoriosos da disputa: Humberto Costa, com 27,19% (2.531.389) e Marília Arraes, com 24.95% (2.325.127). João Campos segue para Brasília, nesta terça (06), e pode assumir papel na campanha de Lula.
Em outras palavras, o resultado das urnas, neste domingo (04), confere a ela uma dimensão que ultrapassa os limites de Pernambuco. Além dela, no PSD, o outro nome com projeção nacional para 2030 é o do ex-prefeito Eduardo Paes, que vai disputar o 2º turno no Rio de Janeiro.
No partido, então, vale a leitura imediata de que Raquel já conquistou o que Paes ainda vai precisar brigar para alcançar. Considerando que a eleição deste ano funciona como uma espécie de prévia para 2030 e que Pernambuco tinha, no páreo, dois nomes com projeção nacional – ela e o ex-prefeito do Recife, João Campos, a totalização das urnas altera a fotografia: a mandatária do Palácio do Campo das Princesas ganha musculatura; o socialista perde dimensão eleitoral nesse tabuleiro.
Os números contam uma história que podem representar um enfraquecimento da projeção automática de João no plano nacional. Em Caruaru, Raquel atingiu 75,22% (146.573) dos votos, demonstrando força em seu reduto eleitoral. Na cidade da qual ela já foi prefeita, João somou 23,10% (45.021 votos).
No Recife, a disputa foi apertada, ao contrário do que apostavam integrantes da Frente Popular: Ele obteve 49,94% (473.994 votos), e ela, 46,07% (437.301 votos), vencendo em três zonas eleitorais (1ª, 8ª, 149ª).
Nesse caso, o plano do PSB de transformar a capital em barreira suficiente para impedir a vitória estadual de Raquel não se consolidou. “É melhor pescar peixe em um aquário do que no açude”, pondera uma fonte do conjunto de João Campos, sinalizando que a tática de tentar diminuir a diferença no interior do Estado parece ter deixado o Recife sem a devida cobertura na campanha.
Na coletiva que concedeu após o pleito, o ex-prefeito definiu o resultado como “feito histórico, a maior votação dos últimos 28 anos em primeiro turno de uma candidatura de oposição”. Entre aliados, os números do Recife, abaixo do esperado, causaram surpresa.
No Estado, a diferença entre os dois foi de 444.969 mil votos. Raquel Lyra venceu com 53,27% (2.805.438 votos) contra 44,82% (2.360.469) de João Campos. Nacionalmente no PSD, a governadora é descrita como uma “liderança que ninguém discute”. Para o 2º turno da corrida presidencial, o partido deve seguir respeitando a posição de seus filiados.
Em coletiva, neste domingo, a governadora afirmou, ao ser indagada de declararia apoio ao presidente Lula, que vai manter a coerência e voltou a agradecer ao mandatário do Planalto. Lula, por sua vez, viu os dois candidatos ao Senado da chapa de João Campos saírem vitoriosos da disputa: Humberto Costa, com 27,19% (2.531.389) e Marília Arraes, com 24.95% (2.325.127). João Campos segue para Brasília, nesta terça (06), e pode assumir papel na campanha de Lula.


