Mostrando postagens de Setembro 6, 2013Mostrar tudo

Faz mal comer o que acabou de cair no chão?


Sim, comer o que caiu no chão pode trazer problemas à saúde. Para Marcos Vinicius, infectologista do Instituto Emílio Ribas, de São Paulo, comida do chão só pode ser ingerida se for lavada. Senão, lixo. "É absurdo dizer 'O que não mata engorda'. Não existe princípio técnico e científico para essa afirmação", diz. Em 2006, pesquisadores da Universidade de Clemson, nos Estados Unidos, jogaram um tipo de mortadela em madeira, azulejo e carpete. O fluxo no carpete é mais lerdo que nos outros, mas nos primeiros instantes 99% das bactérias dos pisos já aderiram à comida. E essas bactérias causam doenças como hepatite A e disenteria, que podem até matar.
O chão da rua costuma ser mais sujo que o de casa. Mas não há pesquisas que mostrem o quanto sua calçada é mais perigosa que sua cozinha, porque tudo depende do lixo que há na região, o que pode variar de bairro para bairro, lembra Marco Antônio Lemos, doutor em ciências dos alimentos pela UFRJ. Mesmo assim, muita gente se arrisca. Marta Evangelista de Lima, do Conselho Federal de Nutrição, assume. "Já comi, estava na minha casa e sei em que circunstância estava. Se fosse em um hospital ou na rua não me arriscaria."
Mitos da sujeira
Verdades e mentiras da relação entre o chão que pisamos e aquilo que comemos

Comida seca suja menos que cremosa
Verdade. A cremosa permite maior crescimento microbiano. Mas a seca também fica contaminada. Imagine uma torrada e uma torrada com manteiga. Ambas caem da mesa. A sujeira fica visível na manteiga. Na seca, a aparência é de limpeza. Mas ela já está cheia de microrganismos.

Ministério Público recomenda a municípios do Pajeú fiscalização da água distribuída por carros-pipa

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) expediu mais seis recomendações aos municípios do Sertão de Pernambuco para que os gestores adotem medidas necessárias para fiscalizar a qualidade da água distribuída por carros-pipa. Além dos gestores, a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), a Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa), o Instituto Agronômico de Pernambuco (Ipa), o Exército e a X Gerência Regional de Saúde de Pernambuco (X Geres) também receberam as recomendações do MPPE. As recomendações foram expedidas pelos promotores de Justiça Bruno da Silva Ramos, Lúcio Luiz de Almeida Neto, Fabiana de Souza Silva Albuquerque e Paulo Diego Sales Brito.
Os gestores de Tabira, Solidão, Afogados da Ingazeira, Carnaíba, Iguaraci, Quixaba e Sertânia são os responsáveis por garantir a qualidade da água distribuída, uma vez que o seu fornecimento e o consumo sem o devido controle representa grave risco à saúde humana, dada a probabilidade de transmissão de doenças. Inclusive, o número de surtos epidêmicos de doenças diarreicas agudas ocorridos no Estado tem aumentado .