Estudo financiado pela NASA explica o colapso das civilizações

Ao longo da história, as grandes civilizações da humanidade caíram uma atrás da outra, como se isso fosse um desfecho inevitável após alcançar o apogeu.
Seja a Mesopotâmia ou o Império Romano, todos tiveram seu declínio inexorável apesar de terem sido grandes potências.
A NASA financiou um estudo para encontrar os fatores que fazem com que uma civilização entre em colapso. Em conformidade com a teoria marxista, afirma-se que o nascimento de elites causa um desperdício de recursos e que elas custam muito caro à sociedade. “Dois fatores importantes parecem estar presentes em diferentes sociedades que desmoronaram: a escassez de recursos, consequência da pressão exercida sobre a capacidade limitada dos recursos naturais, e a estratificação econômica da sociedade em elites e massas”, explica o estudo.
Devido à fórmula “dinâmica homem-natureza”, na qual são medidos fatores como taxa de natalidade, recursos e renda, foi possível criar uma equação matemática aplicável a diferentes períodos históricos. O resultado do estudo definiu que, à medida que a sociedade se torna mais complexa e a classe alta se separa da massa, a desigualdade na distribuição de recursos faz com que haja um colapso.
Por outro lado, o estudo concluiu que: “o colapso pode ser evitado e a população pode alcançar um estado de equilíbrio em sua capacidade máxima de produção se o nível de exploração da natureza se reduzir a um nível sustentável e se os recursos forem distribuídos de forma igualitária”.
O estudo foi financiado pelo Goddard Space Flight Center da NASA e liderado pela National Science Foundation's Safa Motesharrei.
Fonte: The Atlantic
Imagem: krivinis/Shutterstock.com

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