PREFEITURA DE CARNAÍBA

CRAS e Conselho Tutelar participam de reunião com pais e mestres na Escola Municipal José Alves Torres. Violência sexual contra crianças e adolescentes foi o tema mais discutido.

 
Nesta última sexta-feira (19), o CRAS volante, através da Psicóloga Josilene Mendes e da Assistente Social Maria Alves Lima e o Conselho Tutelar representado por Sérgio Coelho e Patrícia Barros,  estiveram a convite das professoras Jacineide, Auda e Neudiram, participando de uma reunião com pais e mestres na Escola Municipal José Alves Torres, localizada no Sítio Sacos dos Bois no município de Iguaracy.
Apresentação inicial das equipes que estavam em companhia das estagiárias em 
Assistência Social Ana Cláudia e Roselaine Silva,
O conselheiro Sérgio Coelho iniciou a sua fala abordando o tema que está sendo trabalhado neste mês de maio em relação ao abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Por conta da data que tem como dia principal o 18 de maio, a Secretaria de Assistência Social e o Conselho Tutelar do município, vem realizando palestras e abordagens com a sociedade, visitando escolas e conversando com pais e alunos do ensino fundamental e médio.
O conselheiro em uma rápida explanação, falou sobre a importância dos pais estarem sempre atentos a qualquer mudança apresentada no comportamento dos filhos, realçou que os agressores geralmente são pessoas bem próximas e até mesmo integrantes da família.
Sobre a importância da denuncia, o conselheiro advertiu aos pais que estavam presentes, que caso tenha-se noticia de que seus filhos venham sofrendo qualquer tipo de assédio por parte de alguém, o mais correto é registrar uma queixa contra esta pessoa o mais rápido possível e antes que o pior aconteça. Geralmente quem comete um crime de abuso sexual seguido de morte, só faz tal coisa porque se considera acima de qualquer suspeita, e como não há queixa contra sua pessoa em qualquer órgão de justiça, isso o estimulará a praticar tal ato, porque sabe que não há nenhum fato oficial que ligue o seu nome a cena do crime. “Se houver uma queixa contra essa pessoa, certamente ele será o último a querer tocar pelo menos um dedo na vítima, pois sabe que será o primeiro que polícia vai atrás se acontecer qualquer coisa”, disse o conselheiro.
Para quem acha que estupro seguido de morte só acontece em localidades distantes como foi o caso de Araceli em Vitória-ES, o conselheiro lembrou a todos sobre o ocorrido com Silene Souza Gomes, adolescente de 14 anos que no ano de 2002 foi estuprada e morta no município de Iguaracy. “A família na época sabia de algo, porém nunca denunciou, ai está à importância da denuncia antes que o pior aconteça”, disse o conselheiro.
A conselheira Patrícia em sua participação, ressaltou que não se deve desviar o olhar, ficar sempre atento e denunciar. Ela ainda reiterou que a responsabilidade de proteger as crianças e adolescentes é de todos e, quem não denuncia, é cúmplice.
Segundo a Psicóloga Josilene Mendes, a violência sexual contra crianças e adolescentes apresentam causas múltiplas e complexas, ela deixa marcas profundas nas vítimas e independe da classe social, podendo acontecer com meninas e meninos que se apresentam em qualquer situação de vulnerabilidade.
A psicóloga juntamente com a assistente social Maria Alves passaram um filme onde 
uma criança vive todo o drama que passa uma vitima de abuso sexual.
 Os pais assistiram atentamente ao filme
A psicóloga destacou ainda que a melhor forma para combater esse tipo de violência é a prevenção, sendo necessário um trabalho efetivo juntamente com os pais e uma sensibilização da população em geral e profissionais envolvidos, além de um trabalho informativo com as crianças e os adolescentes.
Josilene citou as terríveis estatísticas de violência sexual no Estado de Pernambuco e  lembrou que no Brasil o “Disque 100”, foi criado pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, sendo um serviço de recebimento, encaminhamento e monitoramento de denúncias de violência contra crianças e adolescentes. As denúncias recebidas são analisadas e encaminhadas aos órgãos de proteção, defesa e responsabilização em direitos humanos, no prazo máximo de 24 horas, lembrando que o sigilo da denúncia é mantido em todas as situações.
Ainda no final da reunião, foram abordados assuntos pertinentes a problemas que ocorrem no dia a dia da escola envolvendo conflitos entre alunos e pais de alunos.
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