País cria 129 mil vagas de trabalho em abril, melhor resultado para o mês desde 2013

Fila em mutirão do emprego no centro de São Paulo. Foto: Felipe Rau/Estadão - 26/3/2019
Desempenho do mês foi puxado pelo setor de serviços, que gerou mais de 60 mil postos com carteira assinada, seguido pela indústria de transformação
BRASÍLIA - O mercado de trabalho brasileiro criou 129.601 empregos com carteira assinada em abril, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta sexta-feira, 24, pelo Ministério da Economia.
O saldo de abril decorre de 1,374 milhão de admissões e 1,245 milhão de demissões. Esse foi o melhor resultado para o mês desde 2013. Em abril de 2018, a abertura líquida de vagas havia chegado a 115.898, na série sem ajustes.
"O Caged de abril tradicionalmente é positivo e esse mês não decepcionou. Todas as regiões do País registraram melhora no emprego em abril. E foram 23 unidades da federação com abertura de vagas e penas quatro Estados com perda de empregos", afirmou o secretário de Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Dalcolmo.
O resultado de abril ficou dentro do intervalo das estimativas de analistas do mercado financeiro consultados pelo Projeções Broadcast. As projeções eram de fechamento de 23.000 a abertura de 160.100 vagas, com mediana positiva de 78.000 postos de trabalho.
No acumulado de janeiro a abril, o saldo do Caged é positivo em 313.835 vagas. Em 12 meses até o mês passado, o saldo é positivo em 477.896 postos de trabalho.
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O Caged registrou a criação líquida de 5.422 empregos com contrato intermitente em abril. Essa modalidade teve admissão total de 9.972 trabalhadores e 4.550 demissões no mês.
Houve ainda a abertura de outras 2.827 vagas pelo sistema de jornada parcial. As duas novas modalidades foram criadas pela reforma trabalhista.
O Caged informou ainda que houve 17.513 desligamentos por acordo no mês de abril.
Setores
O resultado do mês foi puxado pelo setor de serviços, que gerou 66.290 postos formais, seguido pela indústria de transformação, que abriu 20.479 vagas de trabalho.
No setor serviços, os segmentos de serviços médicos, odontológicos e veterinários lideraram a criação de empregos, com 20.589 vagas. Os segmentos de comércio e administração de imóveis criaram 13.023 postos de trabalho. “O aumento relacionado a aluguéis e serviços de engenharia mostra que a construção civil tem mostrado recuperação”, avaliou o coordenador de estatísticas da Secretaria de Previdência e Trabalho, Mário Magalhães, explicou Magalhães.
Também tiveram saldo positivo no mês a construção civil (14.067 postos), agropecuária (13.907 postos), comércio (12.291 postos), administração pública (1.241 postos), serviços industriais de utilidade pública (867 postos) e a extração mineral(454 postos).
Magalhães também destacou a abertura de 13.907 vagas na agropecuária em abril. “A partir de abril veremos novos saltos na criação de vagas do setor. O resultado dos empregos na agropecuária em 2019 deve ser superior ao do ano passado”, completou.
Ele citou ainda que o comércio varejista continuou sustentando o ritmo de crescimento que vem apresentando ao longo do ano. Dos 12.291 postos abertos em abril, 11.300 vagas foram criadas no varejo.
O salário médio de admissão nos empregos com carteira assinada teve queda real de 1,32% em abril deste ano ante o mesmo mês de 2018, para R$ 1.584,51, segundo o Caged. Na comparação com março, houve aumento de 0,45%.
O maior salário médio de admissão em abril ocorreu na atividade extrativa mineral, com R$ 2.432,65, puxado pelos salários da Petrobrás. O menor salário médio de admissão foi registrado na agropecuária, com R$ 1.327,02.
Reproduzido por Blog Tv Web Sertão
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