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UFPE volta a ter aulas dia 17 de agosto. Mas num semestre extra e com ensino remoto

Recomeçam no próximo dia 17 de agosto as aulas nos cursos de graduação da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Mas não será a retomada do primeiro semestre letivo, que continua suspenso desde 16 de março por causa da pandemia do novo coronavírus e com previsão de retorno somente em 2021. Nesta data começará um semestre extra, chamado de Calendário Acadêmico Suplementar.
Todas as disciplinas serão ministradas virtualmente. A matrícula dos alunos é facultativa e os professores também têm autonomia para participar ou não. As regras desse novo semestre foram aprovadas nesta sexta-feira (10) pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe), numa reunião online que começou às 8h e acabou por volta das 14h30.
A UFPE tem cerca de 40 mil alunos, dos quais pouco mais de 30 mil estudam nos 109 cursos de graduação. A comunidade acadêmica é formada também por 2.504 professores e 3.843 técnicos administrativos (números de junho de 2019).
As aulas presenciais na UFPE estão suspensas desde 16 de março. A previsão é que só voltem em 2021. "Não vamos retomar o semestre letivo de 2020.1 porque isso pressupõe que todos, alunos e docentes, teriam de participar, não seria facultativo. E o estudante que não participasse poderia ser prejudicado academicamente", explica a pró-reitora de graduação, Magna do Carmo.
A universidade está se organizando para ofertar internet e equipamentos para os alunos que não dispõem de acesso à tecnologia. No entendimento da atual gestão, somente quando todos tiverem condições de acompanhar as aulas remotas é que será possível recomeçar o primeiro semestre de 2020, provavelmente no modelo híbrido (aulas presenciais e remotas).Quanto ao Calendário Acadêmico Suplementar, as coordenações das graduações terão liberdade para propor as disciplinas, desde que não haja atividades presenciais nem aulas de campo.
Cada aluno poderá se matricular em disciplinas que somem até 300 horas. A exceção será para discentes do penúltimo ou do último período do curso. Esses terão limite de até 450 horas. O estudante poderá desistir da matéria sem que isso conste em seu histórico escolar.
FORMATO
As aulas serão todas remotas. Poderão ser síncronas (alunos e professor ao vivo) e assíncronas (atividades no Classroom, aulas gravadas ou outras que não necessitem da interação ao vivo). As aulas síncronas devem ser entre 10% e 70% do total da carga horária da disciplina.
O acesso aos laboratórios será autorizado para os discentes concluintes, desde que tenha segurança sanitária e distanciamento, para realizar experimento e finalizar Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). O orientador, o coordenador e o diretor do centro onde o aluno estuda precisam autorizar essa entrada. Os professores podem usar os laboratórios para gravação das aulas, desde que atenda as regras de segurança sanitária e distanciamento e não haja presença de alunos e técnicos.
Para os formandos, o TCC poderá ser defendido de forma remota, desde que o estudante, seu orientador e os membros da banca concordem. (Via: Jc Online)