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Ampliação, experiências e impacto no Programa Criança Feliz durante a pandemia. Confira falas de autoridades e representantes no III Seminário Internacional.


Andresa Amaral, supervisora do Criança Feliz em Iguaracy (PE), falou sobre estratégias de formação e a experiência do município diante do cenário da pandemia. A atuação vai além da visitação domiciliar e a equipe do programa atua diretamente com a rede, o CRAS e CREAS, explica Andresa. “Trabalhamos com a família, com a comunidade e vemos a diferença que isso traz para a nossa cidade”, diz.
Durante a pandemia, novas medidas foram adotadas para que o desenvolvimento infantil não fosse comprometido. “Precisávamos garantir a segurança das famílias, das equipes, mas ao mesmo tempo não podíamos deixar as pessoas desassistidas. Fizemos um caderno de atividades e as visitadoras entregavam para as famílias e explicavam ao cuidador como executá-las. O acompanhamento era feito por celular, mas naquelas famílias que não tinham acesso à internet seguimos com as visitas, cumprindo todas as recomendações sanitárias estabelecidas pelo Ministério da Saúde”, explica.
Lembrando que as famílias com crianças e adolescentes tiveram a maior queda de renda durante a pandemia de COVID-19, a representante do UNICEF no Brasil, Florence Bauer, alertou sobre os efeitos da atual crise socioeconômica na primeira infância, incluindo a má nutrição.
“Isso tem um impacto ainda mais profundo na primeira infância porque a gente sabe que a falta de micronutrientes e de proteína nessa fase pode ter efeitos no desenvolvimento do cérebro”, disse, completando que famílias também têm relatado estarem consumindo mais produtos industrializados e de menor valor nutricional.
A representante do UNICEF no Brasil falou sobre os efeitos do fechamento das escolas sobre crianças e adolescentes no Brasil, incluindo aquelas que frequentam a educação infantil, para a qual a educação remota se torna ainda mais desafiadora.
“Por isso, crianças e adolescentes precisam ser priorizados”, disse. “O PCF, que é um dos programas para a primeira infância mais bem reconhecidos internacionalmente, oferece essa oportunidade única para investir nessa fase da vida. Ele tem a característica da integração, por juntar assistência social, saúde, educação, cultura, direitos humanos, para apoiar o desenvolvimento pleno da criança.”
“Nessa fase de pandemia, o programa oferece a oportunidade única de ser expandido e de chegar às crianças e adolescentes mais vulneráveis”, completou.
O ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, afirmou ser possível atingir a meta de 2 milhões de crianças atendidas pelo programa no próximo ano, número que está atualmente em torno de 900 mil. “Vamos trazer os novos prefeitos a Brasília, fazer com que compreendam a importância de aderir ao programa”, declarou. Atualmente, há 1,5 mil municípios elegíveis a aderir ao PCF, segundo informações do Ministério da Cidadania.