OMS confirma cooperação com governo brasileiro para conter pandemia no País

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, confirmou nesta terça-feira (6), durante coletiva de imprensa, que existe um plano de seguimento na relação com o Brasil para conter a pandemia do novo coronavírus no País.
No último sábado (3), membros da organização, entre eles Adhanom, se reuniram com o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, para debater a crise sanitária no País. De acordo com informações do colunista Jamil Chade, do portal UOL, o diretor-geral da organização disse que na ocasião foram discutidas medidas que serão tomadas entre o Brasil e a OMS.
"Discutimos como a situação é séria no Brasil e ele (Queiroga) começou descrevendo a situação que é realmente terrível, e o que ele gostaria de fazer", disse Tedros. "Concordamos no caminho a seguir", acrescentou. Segundo Adhanom, a OMS está comprometida em ajudar "de todas as maneiras possíveis".
Segundo ele, ficou estabelecido que novas reuniões serão realizadas, com o envolvimento de técnicos, sobre detalhes das ações que devem ser tomadas. “Haverá um engajamento de especialistas de alto escalão", prometeu.
Vale lembrar que o presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido), ao longo da pandemia, usou declarações descontextualizadas de membros da OMS para mentir sobre o combate à Covid-19, e chegou a desacreditar a capacidade de comando de Adhanom à frente da instituição, ao questionar sua formação.À frente da OMS desde 2017, Adhanom, segundo currículo divulgado no site da agência, tem doutorado em saúde comunitária pela Universidade de Nottingham e mestrado em imunologia das doenças infecciosas pela Universidade de Londres. Ele é reconhecido como especialista em saúde, pesquisador e diplomata, com experiência em pesquisas, atividades e liderança de respostas de emergência a epidemias.
"O pessoal fala tanto de seguir OMS... o diretor-presidente da OMS é médico? Não é médico", disse Bolsonaro em transmissão de vídeo ao vivo no Facebook em 23 de março do ano passado. Mais recentemente, ele tirou de contexto uma fala do enviado especial da OMS, David Nabarro, para mentir sobre o posicionamento da organização sobre a adoção do lockdown para conter o avanço da Covid-19.

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