Conselho Estadual de Saúde de Pernambuco propõe adesão a lockdown de 21 dias

Em nota de posicionamento sobre o enfrentamento à pandemia de covid-19, o Conselho Estadual de Saúde de Pernambuco (CES/PE) propõe que seja estruturada uma estratégia para a adesão rigorosa ao lockdown de 21 dias proposto na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 822. A ação responsabiliza o poder executivo pela calamidade sanitária causada pela pandemia de covid-19 e solicita que o Supremo Tribunal Federal (STF) instrua pelo lockdown nacional e o devido auxílio emergencial digno para garantir a sobrevivência de trabalhadores brasileiros.
O CES/PE reforça que imediatas medidas mais restritivas se faz necessária por causa do estado crítico e persistente de pressão da covid-19 sobre a rede assistencial, com 97% de ocupação de leitos de terapia intensiva (UTI), segundo atualização de 5 de maio. O conselho também chama a atenção para a marca de 558 óbitos registrados na semana epidemiológica 17 (25 de abril a 1º de maio), em Pernambuco.
O órgão colegiado ainda chama a atenção para o fato de que a estratégia atual, de reabertura de atividades, faz a população erroneamente entender que há uma situação de finalização da pandemia, o que leva a uma redução da adesão às medidas de controle de transmissão.
Governo não adotará recomendações do Conselho:
Na tarde desta quinta-feira (6), o secretário estadual de Saúde, André Longo, concedeu uma entrevista coletiva na qual foi questionado a respeito da recomendação feita pelo Conselho Estadual de Saúde (CES-PE), orientando a suspensão das aulas presenciais e lockdown de 21 dias, diante da ocupação dos leitos para Covid-19, que chegou a 97%. Sua resposta foi que as recomendações não serão acatadas.
“O Conselho tem autonomia, mas a decisão é da autoridade sanitária. É possível que se atenda essa recomendação em relação a medidas pontuais de quarentena. Mas diante da avaliação que o Comitê de Enfrentamento faz, que recebe recomendações de vários pesquisadores, instituições e epidemiologistas, cabe ao Comitê fazer essa avaliação. Nesse momento, não vamos seguir essa recomendação do conselho”, disse o secretário.
Longo afirmou, ainda, que a educação presencial está sendo ofertada com segurança pelas escolas, não é obrigatória e configura uma prioridade para o governo. “As aulas presenciais, nas escolas públicas e privadas, tem seguido protocolos e se comportado como ambientes seguros. Não é obrigatório o ensino presencial, ele está sendo ofertado em segurança. Quando a gente nota aceleração exponencial, a gente suspende essas atividades, mas hoje nosso entendimento como comitê de enfrentamento é que essas atividades são seguras e devem ser preservadas, na medida em que a parada da educação é muito mais grave. Devem ser preservadas até que haja parada de todas as outras atividades. Educação a gente vê como prioridade”.

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