Amputação de pênis cresceu 1.604% no Brasil nos últimos anos; saiba o motivo

Nos últimos 14 anos, o número de amputações de pênis no Brasil cresceu 1.604%, segundo dados do Ministério da Saúde, divulgados pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU). No total, foram realizados 7.213 procedimentos do tipo, o que equivale a uma média de 515 por ano. A principal causa dessas cirurgias de remoção do órgão sexual foi o câncer de pênis.
"O câncer de pênis é um tipo raro de câncer, com maior incidência em homens que têm 50 anos ou mais, embora possa atingir também os mais jovens", explica a Saúde sobre o perfil mais atingido por esse tipo de tumor. "Quanto mais cedo for iniciado o tratamento, maiores são as chances de cura e menos traumático será", comenta o Instituto Nacional de Câncer (Inca).
“A limpeza inadequada do pênis, provocada algumas vezes pela presença de fimose, e as infecções sexualmente transmissíveis estão entre as principais causas desse tipo de câncer”, destaca o presidente da SBU, Alfredo Canalini, em nota.
Vale explicar que, nos últimos 14 anos, o Sudeste liderou o número de procedimentos para a amputação de pênis.
A seguir, confira os números de cada região brasileira:
Sudeste: 2.872 cirurgias;
Nordeste: 2.104;
Sul: 1.134;
Norte: 631;
Centro-Oeste: 472.
Por que amputar o pênis?
A amputação é uma das consequências extremas do câncer de pênis e é realizada em casos mais avançados da doença, quando outras alternativas de tratamentos não estão mais disponíveis. Em 2021, o DataSUS registrou 1.791 casos desse tipo de câncer entre os brasileiros.
De acordo com os dados oficiais, o número de novos casos de câncer está em movimento de queda. Em 2019, foram 2.197. No ano seguinte, em 2020, o número foi reduzido para 2.095. Agora, é menor que 2.000. No entanto, a SBU lembra que a pandemia da covid-19 afetou tanto os atendimentos médicos quanto os diagnósticos para esse tipo de tumor.
"No Brasil, o câncer de pênis pode representar 17% de todas as neoplasias malignas em certas regiões. A incidência aumenta com a idade, atingindo o pico entre 50 e 70 anos. Em 2021, a maioria das capitais nordestinas apresentou índices mais alarmantes", explica Ubirajara Ferreira, coordenador do departamento de uro-oncologia da SBU.
Formas de prevenção do câncer de pênis

De acordo com o Ministério da Saúde, alguns fatores aumentam o risco para desenvolvimento do câncer de pênis e, consequentemente, de casos em que a amputação é necessária.
Confira as principais condições de risco:
Falta de higiene íntima;
Baixas condições socioeconômicas ou de instrução;
Estreitamento do prepúcio. Em homens que não se submeteram à circuncisão, existe uma maior predisposição ao câncer de pênis;
Infecção pelo vírus HPV (papilomavírus humano).
Como identificar um caso suspeito?
De acordo com o Inca, as manifestações mais comuns do câncer de pênis são "uma ferida ou úlcera persistente, ou também uma tumoração localizada na glande, prepúcio ou corpo do pênis". Além desses sinais, a presença de secreção branca (esmegma) pode ser um indicativo da doença.
"Para prevenir o câncer de pênis, é necessário fazer a limpeza diária do órgão com água e sabão, principalmente após as relações sexuais e a masturbação. É fundamental ensinar aos meninos desde cedo os hábitos de higiene íntima, que devem ser praticados todos os dias", alerta o Inca.
"Infelizmente, a desinformação e a dificuldade de acesso à saúde contribuem para muitos casos de amputação do órgão e morte por câncer de pênis", reforça a SBU, em nota.
Fonte: Com informações: Ministério da Saúde e Inca

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