Safra de grãos deve crescer 8,7% em Pernambuco

Em volume de produção de grãos, Pernambuco está entre os menores produtores do Brasil. Ocupa apenas o 19º no ranking das 27 unidades da federação. A estimativa é de que o estado colha 270,8 mil toneladas na safra 2021/2022. Pequena em valores absolutos quando comparada a estados como o Mato Grosso, com previsão de colher 83.505,2 mil toneladas no mesmo período, a colheita pernambucana prevista é bem melhor do que a média nacional quando vista pelo crescimento relativo. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima, conforme o levantamento de abril, um aumento da produção nacional de 5,4%, enquanto Pernambuco avançará 8,7%.
O avanço produtivo do estado ocorre graças a culturas como o milho. De acordo com a Conab, houve um incremento de 2,9% na área semeada em relação à safra anterior, “atribuído, principalmente, ao aumento no preço do grão e à distribuição de sementes realizada pelo governo do estado”. 
Ainda, quanto à produção, a companhia afirma que “salvo casos pontuais, o cenário atual é bem melhor que o da safra passada, que teve sua produção comprometida pela irregularidade das chuvas”. A estimativa é de um aumento de 67,2% na produção, passando de 63,1 mil para 105,5 mil toneladas de milho.
Outro ganho na produção será com o feijão preto comum. A alta na colheita vai acontecer mesmo com a redução de 5,6% área plantada, que é de 98,8 mil hectares, por conta do cultivo do milho. A opção pelo milho se deu pela maior rentabilidade deste grão. Apesar da diminuição de área de cultivo, a Conab explica que a colheita do feijão será melhor por conta do regime de chuvas ocorrido e previsto ser mais favoráveis à cultura. O regime, completa, “deve proporcionar incremento na produtividade média, e, consequentemente, na produção total esperada”. Atualmente, cerca de 50% da área cultivada em Pernambuco está colhida, e a estimativa de produção é de 30,7 mil toneladas, aumento de 27,4% em relação ao ano passado.
Para o Brasil, a estimativa da safra de grãos 2021/22 é que possa alcançar 269,3 milhões de toneladas, o que representa 13,8 milhões de toneladas a mais do que na 2020/21. O volume total fica abaixo da previsão anterior da Conab, de 288,6 milhões de toneladas. Isso significa 6,7% ou 19,3 milhões de toneladas. As perdas maiores são nas áreas de
“O resultado até o final desta safra vai depender muito do comportamento climático, fator preponderante para o desenvolvimento das culturas”, disse o presidente da Conab, Guilherme Ribeiro. Entre os meses de março e abril, esclareceu ele, aproxima-se a conclusão da semeadura da segunda safra brasileira, na qual se destaca a cultura do milho. “As chuvas foram mais regulares em toda a região produtora, inclusive no sul do país, o que permitiu o plantio em boas condições de umidade. O produtor fez sua parte. Agora vamos esperar pelo clima”, complementou.
Vendas brasileiras para o exterior continuam em alta
A estimativa das exportações dos grãos brasileiros continua em alta, segundo o indicativo da Conab para 2022. A companhia prevê a venda de 2,05 milhões de toneladas de algodão, de 1,3 milhão de toneladas de arroz e de 200 mil toneladas de feijão para outros países. A previsão para o trigo, contabilizando o que já se vendeu na safra, é que se ultrapasse os 3 milhões de toneladas. Até agora foram 2,8 milhões.
No topo do ranking de exportação, a soja aparece com redução. A estimativa do levantamento de abril é 77 milhões de toneladas, contra 80,16 milhões de toneladas no mês anterior. A queda é explicada pelo direcionamento maior à produção e exportação de óleo, em detrimento do grão. Quanto ao milho, a venda externa deve passar de 35 milhões de toneladas para 37 milhões de toneladas neste levantamento.
“Acreditamos que o aumento da produção brasileira, alinhada à demanda internacional aquecida, deverá promover a elevação de 77,8% das exportações do grão na safra 2022, compreendida entre fevereiro de 2022 e janeiro de 2023”, afirma o superintendente de Estudos de Mercado e Gestão da Oferta da Conab, Allan Silveira.
Em relação aos estoques finais esperados, Allan disse que, no caso do milho, as alterações não foram significativas. O estoque de passagem para a safra 2021/22 deverá ter um aumento de 5,16% quando comparado ao levantamento de março, totalizando 10,84 milhões de toneladas. No entanto, será de 40,61% a mais do que os estoques da safra 2020/2021. O aumento resulta de uma segunda safra melhor.

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