Bolsonaro indica que pode trocar novamente o presidente da Petrobras

O presidente Jair Bolsonaro colocou a decisão sobre a permanência do atual comando da Petrobras nas mãos do novo ministro das Minas e Energia, Adolfo Sachsida. Em conversa com jornalistas neste domingo (15) na Praça dos Três Poderes, Bolsonaro foi questionado sobre a permanência do atual presidente da estatal, José Mauro Ferreira Coelho, que completou neste fim de semana um mês no cargo.
“Pergunta pro Adolfo Sachsida. Ele é o ministro das Minas e Energia. (A) todos os meus ministros, eu dou carta branca para fazer valer aquilo que eles acham melhor para o seu ministério para melhor atender a população”, afirmou o presidente, após participar de um ato com apoiadores que envolveu uma concentração de embarcações no lago da capital.
Bolsonaro admitiu que Coelho está só há um mês no cargo, mas fez diversas críticas à gestão da empresa. Segundo ele, a Petrobras não estaria justificando sua finalidade social após sucessivos aumentos dos preços dos combustíveis. Nas últimas semanas, Bolsonaro criticou publicamente o lucro da estatal, que atingiu mais de R$ 40 bilhões no último trimestre divulgado ao mercado.
O atual presidente da Petrobras, José Mauro Ferreira Coelho, que tomou posse em 14 de abril, é uma pessoa de confiança do ex-ministro Bento Albuquerque, demitido por Bolsonaro na quarta-feira.
O estopim para a queda de Bento foi o reajuste de 8,87% do diesel, anunciado por Coelho no começo da semana. Desde então, aumenta a pressão de parte do governo para uma nova troca na direção da estatal, em busca de alguém mais aberto a buscar soluções para os preços de combustíveis que possa contrariar a atual política de preços da companhia.
O governo Bolsonaro está no terceiro presidente da Petrobras. As trocas ocorrem sempre por ele discordar da política de preços da empresa, que segue a paridade internacional para atender aos acionistas estrangeiros e para evitar o desabastecimento de combustíveis importadora no Brasil. Ele já disse que o lucro da estatal é um “crime” e que não quer interferir na empresa, mas que busca “sensibilizá-la” de sua função social.
Na sexta-feira (13), o governo federal entrou com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a política de alíquotas do ICMS para o diesel. Dentro do governo, há a visão que a questão da alta de preços é prioridade neste ano eleitoral, para tentar melhorar a popularidade de Bolsonaro que sofre com a maior inflação em 28 anos.
Neste domingo, Bolsonaro falou que a paridade com o preço internacional do petróleo, política de preços adotada pela Petrobras desde 2016, não é lei e poderia ser alterada por decisão do conselho da empresa.
“Se o conselho achar que deve mudar, muda. Mas não pode a população como um todo sofrer essa barbaridade porque atrelado ao preço dos combustíveis está à inflação e o poder aquisitivo da população está lá embaixo”, afirmou Bolsonaro.

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