Guerra e pandemia: Já se fala em recessão mundial


Um cenário sombrio, porém real, da economia mundial foi desenhado num dos disputados painéis do Fórum Econômico Mundial na cidade suíça de Davos. Inflação em alta na Europa, nos Estados Unidos e em outros países (o Brasil se destaca entre estes); riscos de uma crise energética na Europa, dependente do suprimento de gás pela Rússia; escassez de alimentos; e persistência de problemas ambientais estão entre os elementos de uma conjuntura que pode levar à recessão global. A observação foi feita pelo ministro para Assuntos Econômicos e Proteção Climática da Alemanha, Robert Habeck. Não adianta resolver apenas a questão da inflação ou do suprimento de gás, disse Habeck. É preciso enfrentar todos os problemas ou pelo menos a maioria deles.
Embora possa soar um tanto exagerada, a advertência não pode ser ignorada. A invasão da Ucrânia pela Rússia agravou problemas resultantes da pandemia de covid-19 ou a eles acrescentou outros. As consequências já começam a surgir nas estatísticas sobre a atividade econômica mundial, que, neste momento, indicam a piora da situação.
Três importantes organizações econômicas internacionais divulgaram no mesmo dia relatórios que mostram essa tendência. A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) mostrou uma aguda retração da evolução do PIB dos países associados – que estão entre as maiores economias do mundo – no primeiro trimestre de 2022. O crescimento foi de apenas 0,1% na comparação com o trimestre anterior. No último trimestre do ano passado, o aumento tinha sido de 1,2%.

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