Como a demissão do presidente da Caixa resolve um problemão de Guedes

Formada em administração pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Daniella é, desde o início do governo, uma das principais aliadas do ministro. Escolhida para substituir Pedro Guimarães no comando do banco público, depois de uma série de denúncias envolvendo casos de assédio sexual dentro da instituição, a solução foi preparada por Guedes junto a Bolsonaro. Antes de assumir a Secretaria de Produtividade, em dezembro do ano passado, Daniella era assessora especial do ministro e fez carreira no mercado financeiro.
Empresários relataram a VEJA que preferem até algum nome da classe política que conheça, minimamente, a indústria em detrimento a Daniella. Diante da rejeição do nome da nova presidente da Caixa perante a indústria, a solução caseira para o escândalo envolvendo o ex-mandatario, Pedro Guimarães, agradou a todos. Ávida por um posto importante dentro do governo, Daniella o conquistou. Guedes, por sua vez, mantém a influência dentro do banco público e Bolsonaro consegue dar uma resposta a críticos alçando uma mulher a um importante cargo dentro da estrutura estatal.