
O Bolsa Família pode registrar um aumento no valor médio pago às famílias beneficiárias já a partir de janeiro de 2026, com depósitos próximos de R$ 700. A elevação, no entanto, não representa reajuste no valor mínimo do programa, que permanece fixado em R$ 600. A possibilidade decorre da previsão orçamentária enviada pelo governo federal ao Congresso Nacional, que reservou recursos acima do necessário para manter o atual número de beneficiários.
De acordo com o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2026, estão previstos R$ 158,6 bilhões para o Bolsa Família. Em outubro de 2025, o programa atendia cerca de 18,9 milhões de famílias. Mantido o ritmo atual de pagamentos, o custo anual estimado é de R$ 154,6 bilhões, o que gera uma margem de aproximadamente R$ 4 bilhões.
Essa diferença abre espaço para um ajuste no valor médio dos repasses. Pelos cálculos técnicos, seria possível elevar o benefício médio em até R$ 17,59 mensais, fazendo o valor sair dos atuais R$ 683,42 para cerca de R$ 701,01 no início de 2026. Na prática, o aumento ocorre na média dos depósitos mensais, impulsionado principalmente pelos benefícios adicionais pagos a famílias com crianças, adolescentes, gestantes e nutrizes.
Apesar dessa projeção, o valor base do programa segue inalterado. O Bolsa Família garante atualmente R$ 600 fixos por família, além de R$ 150 adicionais por criança de até seis anos e R$ 50 extras para crianças e adolescentes de 7 a 18 anos, gestantes e nutrizes. O programa também assegura um valor mínimo de R$ 142 por pessoa, permitindo a acumulação com o Seguro Defeso em casos específicos. Em dezembro, o valor médio pago por domicílio foi de R$ 691,37.
Outro fator que contribui para a elevação da média é a redução no número de beneficiários. Desde o início do atual governo, cerca de 2,7 milhões de pessoas deixaram o programa, sendo 1,9 milhão apenas em 2025. A diminuição é resultado do pente-fino realizado pelo Ministério do Desenvolvimento Social, com a atualização do Cadastro Único e a exclusão de irregularidades.
Mesmo diante desse cenário, o governo federal descarta, até o momento, um reajuste oficial do Bolsa Família em 2026. O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome afirma que o programa não possui regra automática de correção pela inflação ou pelo salário mínimo, diferentemente de benefícios previdenciários.
Assim, qualquer aumento efetivo nos valores dependerá de decisão política e da execução do orçamento ao longo do próximo ano, mantendo o valor mínimo em R$ 600 e permitindo apenas variações no valor médio conforme o perfil das famílias atendidas.
De acordo com o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2026, estão previstos R$ 158,6 bilhões para o Bolsa Família. Em outubro de 2025, o programa atendia cerca de 18,9 milhões de famílias. Mantido o ritmo atual de pagamentos, o custo anual estimado é de R$ 154,6 bilhões, o que gera uma margem de aproximadamente R$ 4 bilhões.
Essa diferença abre espaço para um ajuste no valor médio dos repasses. Pelos cálculos técnicos, seria possível elevar o benefício médio em até R$ 17,59 mensais, fazendo o valor sair dos atuais R$ 683,42 para cerca de R$ 701,01 no início de 2026. Na prática, o aumento ocorre na média dos depósitos mensais, impulsionado principalmente pelos benefícios adicionais pagos a famílias com crianças, adolescentes, gestantes e nutrizes.
Apesar dessa projeção, o valor base do programa segue inalterado. O Bolsa Família garante atualmente R$ 600 fixos por família, além de R$ 150 adicionais por criança de até seis anos e R$ 50 extras para crianças e adolescentes de 7 a 18 anos, gestantes e nutrizes. O programa também assegura um valor mínimo de R$ 142 por pessoa, permitindo a acumulação com o Seguro Defeso em casos específicos. Em dezembro, o valor médio pago por domicílio foi de R$ 691,37.
Outro fator que contribui para a elevação da média é a redução no número de beneficiários. Desde o início do atual governo, cerca de 2,7 milhões de pessoas deixaram o programa, sendo 1,9 milhão apenas em 2025. A diminuição é resultado do pente-fino realizado pelo Ministério do Desenvolvimento Social, com a atualização do Cadastro Único e a exclusão de irregularidades.
Mesmo diante desse cenário, o governo federal descarta, até o momento, um reajuste oficial do Bolsa Família em 2026. O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome afirma que o programa não possui regra automática de correção pela inflação ou pelo salário mínimo, diferentemente de benefícios previdenciários.
Assim, qualquer aumento efetivo nos valores dependerá de decisão política e da execução do orçamento ao longo do próximo ano, mantendo o valor mínimo em R$ 600 e permitindo apenas variações no valor médio conforme o perfil das famílias atendidas.


