'Golpe do cheiro' provoca medo em passageiras de aplicativos de transporte

Casos de dopagens envolvendo carros de aplicativos como o Uber e o 99 estão se tornando cada vez mais comuns. No último mês de maio surgiram vários relatos de vítimas do novo "golpe do cheiro" nas redes sociais e causaram medo e revolta na população que utiliza esse meio de transporte.
O que deveria ser apenas um tranquilo trajeto de volta para casa ou pro trabalho se transforma em pesadelo. Um dos casos relatados, aconteceu com uma residente do Grande Recife na quinta-feira (2). A estudante pediu a corrida pelo aplicativo da Uber no final da tarde, por volta das 17h55, e poucos minutos após o início do trajeto sentiu um forte cheiro e sua visão começou a ficar turva. “Eu olhei para o retrovisor e ele (motorista) estava olhando pra mim pelo espelho, como se estivesse esperando algo. Daí caiu a minha ficha. Se eu ficasse mais um segundo lá, iria desmaiar", relatou a garota.
Ao sentir a perda da consciência, a jovem desceu do veículo em meio à Estrada dos Remédios, na Zona Oeste do Recife, antes do seu destino final e buscou ajuda em uma clínica de psicologia que estava aberta. Ela relata que pediu ao motorista para que parasse o carro pois queria descer, mas ele não parou o carro. "Mas ainda bem que consegui abrir a porta e saí correndo, com bolsa, celular na mão e tudo."
MAIS DE UM CASO
Outro caso parecido também foi relatado por outra moradora do Recife, dessa vez na Zona Sul, às 19h20 da terça-feira (1º). Já dentro do carro que solicitou pelo Uber, a garota começou a se sentir tonta. "Eu pedi a corrida como qualquer outra, entrei no carro e já senti um cheiro doce muito forte mas não desconfiei de nada. Quando ele parou no sinal foi que percebi que estava muito tonta, não conseguia prestar atenção no que eu estava escrevendo no celular", relata a jovem, que desafivelou o cinto e saiu do carro. "Eu estava prestes a desmaiar, ele (motorista) ficou me olhando e eu pedi para abrir a janela. Ele se recusou, disse que estava chovendo. Mas quando eu abri a janela vi que não estava."
Depois de chegar em casa a garota denunciou o acontecido, mas reclamou da dificuldade em reportar o caso do novo "golpe do cheiro" para a plataforma. "Relatei o caso para a Uber, mas não tem a opção denunciar casos de sequestro, então eu reportei como assédio sexual."
Casos como esse não são exclusivos do Recife, em São Paulo e no Rio Grande do Sul já foram relatadas várias denúncias feitas à Polícia Civil.
- Diário de Pernambuco

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