Saiba como se prevenir da varíola dos macacos

Depois da pandemia de Covid-19, o mundo entra em alerta mais uma vez com o alto número de casos varíola dos macacos, sendo mais de 1.000 em mais de 30 países. Aqui no Brasil, já foram notificados 80 casos, sendo 20 casos confirmados e 14 permanecem suspeitos.
A varíola dos macacos não é uma doença nova. A transmissão para humanos pode ocorrer por meio do contato com o animal, com humano infectado ou com material corporal humano com o vírus. Portanto, contato pessoal com secreções respiratórias, lesões de pele de pessoas infectadas ou objetos recentemente contaminados ajudam a transmissão.
As lesões se iniciam pelo rosto e depois se espalham para outras partes do corpo e genital, formando erupções cutâneas e bolhas com pus. A transmissão só termina quando a crosta desaparece. Além das lesões, a doença gera sintomas como febre, dor de cabeça, dores musculares, dores nas costas, adenomegalia, calafrios e exaustão.
“É importante ficar atento aos sintomas e às lesões, que começam no rosto. O isolamento deve ser imediato, assim como o mapeamento das pessoas que tiveram contato com o doente. A liberação do paciente só pode acontecer após o desaparecimento das lesões”, explica Luiz Werber-Bandeira, imunologista/alergista e docente do IDOMED.Para se prevenir, é importante que a população higienize as mãos; use máscara e mantenha o distanciamento. Além disso, é importante que as pessoas que apresentarem os sintomas da doença evitem sair em público e, se possível, fiquem isoladas até os sintomas da doença desaparecem, o que geralmente acontece com 2 a 4 semanas.