Ainda dá tempo de tomar a vacina contra a gripe. Recomendação é até acabar o estoque

A vacinação contra a gripe para pessoas a partir dos 6 meses continua em todo o país enquanto durarem os estoques da vacina contra a Influenza. O Ministério da Saúde pretende mobilizar a população para prevenir complicações decorrentes da doença e diminuir a quantidade de óbitos, além de aliviar a pressão que casos graves podem causar sobre o sistema de saúde.
Com cobertura vacinal de 58,9%, o governo federal distribuiu 80 milhões de doses para todos os estados e o Distrito Federal. O Sistema Único de Saúde (SUS), responsável pela distribuição e aplicação das vacinas, dispõe de 38 mil salas de vacinação em todo o país para atender a população. Todos os anos, a vacina é atualizada em relação às contaminações do ano anterior, protegendo contra novas cepas da doença.
A campanha de vacinação contra a gripe começa com grupos prioritários, abrangendo idosos acima de 60 anos e população com doenças crônicas ou autoimunes. Estender o prazo e o público que pode receber a vacinação está, entre os planos do ministério, entre as estratégias para proteger o público mais sensível à doença. Segundo os dados do Painel Influenza do Ministério da Saúde, a população alvo do programa de imunização contabiliza 77,9 milhões de pessoas, mas apenas 47,2 milhões foram alcançadas. Ainda assim, a população com doenças crônicas ou autoimunes mostram pouca procura pela imunização.
Mesmo fora do grupo prioritário, é importante que a população procure o imunizante sempre que ele estiver disponível. O médico intensivista José Roberto Júnior, alerta para o fato de que pessoas fora do grupo prioritário podem servir de vetor da doença, e acabam infectando idosos e portadores de doenças crônicas ou autoimunes.
“Vetor é aquela pessoa que adquire a doença e acaba passando essa doença para pessoas mais vulneráveis, mais suscetíveis, acarretando um pior prognóstico para as mesmas. Então, a ideia da vacinação, de um modo geral, é muito semelhante a todas as vacinações que nós conhecemos no Brasil: evitar os sinais dos sintomas e evitar que essas pessoas funcionem como carregadores das doenças”, explica.