Maior consumo de frutas diminui risco de depressão

Um estudo publicado no British Journal of Nutrition, mostrou que quanto mais frutas uma pessoa consumir, menor o risco de depressão. A pesquisa entrevistou 428 adultos e analisando a relação entre o consumo de frutas, legumes, lanches doces e salgados e a saúde psicológica, descobriu que a frequência com que comemos frutas é mais importante para nossa saúde psicológica do que a quantidade total que consumimos durante uma semana. Os pesquisadores também concluíram que as pessoas que comem lanches salgados e batatas fritas, pobres em nutrientes, são mais propensas a aumentar seus níveis de ansiedade.
Levando em conta fatores demográficos e de estilo de vida, como idade, saúde geral e a prática de exercícios físicos, o levantamento descobriu ainda que tanto frutas ricas em nutrientes quanto lanches salgados pobres em nutrientes estavam ligados à saúde psicológica, mas não havia essa associação sobre o consumo de vegetais. “Geralmente, frutas inteiras são boas fontes de fibra e devem ser inseridas diariamente em um plano alimentar equilibrado, variado e o mais natural possível”, afirma a nutróloga Marcella Garcez, diretora e professora da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN).
No estudo, quanto mais frequente o consumo de frutas, menor era a pontuação para depressão e maior para o bem-estar mental dos entrevistados, enquanto os que frequentemente comiam alimentos salgados pobres em nutrientes eram mais propensas a experimentar “lapsos mentais diários”, conhecidos como falhas cognitivas subjetivas e relatar menor bem-estar mental. “Um maior número de lapsos foi associado a maiores sintomas relatados de ansiedade, estresse e depressão e menores escores de bem-estar mental”, explica a médica, que acrescenta. “Os nutrientes encontrados em alimentos saudáveis trabalham para fazer com que o cérebro produza serotonina, popularmente conhecido como hormônio do bem-estar”.
Outros estudos encontraram uma associação entre frutas e legumes e saúde mental, mas poucos analisaram frutas e legumes separadamente – e menos ainda avaliam a frequência e a quantidade de ingestão. “Tanto as frutas quanto os vegetais são ricos em antioxidantes, fibras e micronutrientes essenciais que promovem a função cerebral ideal, mas uma parte desses nutrientes pode ser perdida durante o cozimento. Essa é uma vantagem das frutas”, diz Marcella. “Mudar o que comemos é uma maneira simples e fácil de melhorar nosso bem-estar mental. No geral, vale a pena tentar adquirir o hábito diário de escolher e consumir algo da fruteira”, finaliza.