STF quer liberar aborto, relativizar a vida e atropelar a democracia


STF quer liberar aborto, relativizar a vida e atropelar a democracia

Aborto é assassinato. Do ponto de vista estritamente biológico, do humano ao religioso ao moral. Um feto de dez semanas tem cabeça, tronco, membros e cérebro. Princípios de consciência. Um embrião de seis, sete semanas, tem um coração pulsando, esboços de consciência, ramificações nervosas que levam a conceber uma pessoa em estágio embrionário.

Do ponto de vista biológico e científico, ninguém sabe quando um embrião se torna um feto, mas todos sabem que se trata de uma pessoa, embrionária, frágil, precária, a se formar no ventre de sua mãe. Portanto, interromper esta vida embrionária é interromper uma vida. E qualquer pessoa, sem radicalismos religiosos ou sectários, mas com um sentido claro de humanismo, condena o assassinato de alguém. Tanto mais de uma vida em estado frágil.

Se se permite a morte de um feto, de um embrião, pelo argumento de ser uma vida em estado precário, não haveria porque não permitir a monstruosa morte de alguém com paralisia cerebral grave, por exemplo, que teria apenas esboços de consciência e locomoção.

Não é o que pensa, por exemplo, o Supremo Tribunal Federal (STF). Os ministros querem votar a liberação do aborto, atropelando a democracia e a vontade do povo e do Congresso Nacional, que já legislou em definitivo sobre o tema. Mais uma vez, o Supremo, jactante de seu poder autoritário, quer mandar no Brasil. A princípio, querem permitir aborto de um feto de até doze semanas.

Um feto, formado, com cabeça, tronco e membros. Uma criança. Querem permitir a morte de uma criança no ventre de sua mãe. O argumento? Já fazem aborto. Ricos já fazem aborto. Só os ricos fazem de maneira segura. Como dizer que ricos podem cometer assassinato de maneira segura e pobres não.

Assassinato não é questão social. Aborto não é questão de saúde pública. Aborto é tirar a vida de um ser indefeso em gestação. Rosa Weber relativiza a vida em seu voto pró aborto. Weber afirma que, “em abstrato”, a vida humana “tem graus de proteção diferentes” no ordenamento jurídico. Segundo ela, “a depender do estágio de desenvolvimento biológico do feto, diminui-se o interesse em sua proteção face à precedência da tutela dos direitos da mulher”. Simplificando, Weber diz que a vida humana é relativa.

A juíza e ministra Rosa Weber diz que “a maternidade é escolha, não obrigação coercitiva”. De fato. Mas uma vez fecundada uma criança, o assassinato desta criança não é uma escolha.

Se a vida se torna relativa, a morte também. Diz claramente a ministra que a proteção à vida é relativa. E tirar a vida de um ser humano no ventre da mãe torna-se relativo porque absoluto seria a vida e o corpo da mãe. Absoluta é a vida de todo ser humano, juíza. Uma criança, feto, embrião, dentro do corpo de sua mãe é uma vida em absoluto independente da mãe, que mora, se abriga e se cria dentro do corpo de sua mãe.

O legislativo já legislou sobre aborto. Há exceções permitidas. O risco de vida para mãe: por ter um histórico precedente a seu filho, uma mãe pode abortar em nome de sua sobrevivência. Trágico, ainda assim compreensível. Cabe a escolha da mãe. Aborto permitido em caso de estupro: carregar no ventre o fruto de uma violência é um fardo esmagador para uma mulher. Aborto permitido: trágico, mas compreensível. Aborto permitido de fetos com anencefalia, sem cérebro, sem consciência. Trágico, e compreensível.

O que não é compreensível é a sanha autoritária do STF em querer legislar sobre um assunto já discutido e já legislado e encerrado como lei pelo Congresso Nacional. Um Supremo progressista com ideias progressistas que quer enfiar goela abaixo do Congresso e da maioria do povo uma ideia de aborto livre que tem a repulsa e rejeição da sociedade por se tratar de matança liberada pura e simples. E por que essa sanha abortista? Existem centenas de métodos anticonceptivos simples para evitar uma gravidez indesejada. Por que não criar propagandas massivas de maneiras de evitar gravidez indesejada? Por que o STF quer a todo custo enfiar goela abaixo do país uma política de morte?

Weber diz que a liberação do aborto geraria menos abortos no país. Mentira. A banalização do assassinato de bebês elevou o número de abortos nos lugares onde o aborto foi aprovado. Mas para quem relativiza a vida no ventre de uma mãe, isso pouco importa. O que parece importar para a progressista juíza é ter como último ato de sua permanência no STF a liberação da liberdade de se tirar a vida de um bebê no ventre da sua mãe. É estarrecedor. Não creio que a ministra faça por mal. Santo Agostinho dizia que o bem se exerce tendo-se conhecimento da realidade. Os juízes do STF que desconhecem biologia parecem não saber que uma criança no ventre da mãe é um ser vivo.

A ignorância de Weber e demais juízes do STF os levam a relativizar a vida e banalizar a morte de crianças. Ou reagimos ou abortaremos nossa consciência moral. O Brasil precisa urgente salvar as crianças no ventre de suas mães. O Brasil precisa novamente fecundar sua democracia e liberdade.

Em seu voto ignorante da realidade, da biologia, da ética, do bem, do mal, a juíza e ministra Rosa Weber diz que “a maternidade é escolha, não obrigação coercitiva”. De fato. Mas uma vez fecundada uma criança, o assassinato desta criança não é uma escolha. Tirar a vida de um ser vivo, precário, embrionário, mas vivo, dentro do ventre de sua mãe não é uma escolha, Rosa Weber. O Brasil rejeita esta escolha, juíza. O Brasil acolhe a vida.

Fonte: Adrilles Jorge / Revista Oeste
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