
A crise provocada pela falta de chuvas no Vale do Pajeú, em Pernambuco, tem atingido em cheio agricultores e criadores de gado, que vivem um dos momentos mais difíceis dos últimos anos. Sem pastagem, sem dinheiro e sem apoio efetivo do poder público, muitos produtores estão sendo obrigados a vender seus animais por valores muito abaixo do mercado para evitar que morram de fome e sede.
Na cidade de Tabira, um agricultor relatou ao Blog do Cauê Rodrigues que comprou um boi por cerca de R$ 5 mil, mas hoje não consegue vender o mesmo animal por mais de R$ 2.500, amargando um prejuízo que compromete a renda familiar e a continuidade da atividade rural.
Já no Curral Velho, zona rural de Afogados da Ingazeira, o estudante Luan Pedro vive um drama ainda maior. Com uma junta de bois, ele está tentando vender os animais por R$ 3 mil, apenas para não vê-los morrer de fome. Todos os dias, Luan percorre até 20 quilômetros até Ibitiranga em busca de pasto, que além de escasso, está caro — tornando o esforço praticamente inviável.
A situação se repete em diversos municípios da região: açudes secos, pastagens queimadas pelo sol e produtores sem condições financeiras de manter a alimentação dos rebanhos. Muitos relatam a ausência de ações emergenciais por parte das prefeituras, como subsídios para ração, distribuição de silagem ou programas de apoio à compra de água e alimentação animal.
Enquanto isso, o gado segue emagrecendo nos currais e nos campos ressecados, simbolizando não apenas a fome dos animais, mas também o abandono enfrentado pelos homens e mulheres do campo. Agricultores cobram medidas urgentes para evitar o colapso da pecuária regional e o agravamento ainda maior da crise social no sertão do Pajeú.
Entre as cidades do Pajeú mais afetadas com a seca estão Carnaíba, uma das que mais sofre com o descaso, Afogados da Ingazeira, Iguaracy, Serra Talhada, Calumbi, Ingazeira, Tabira, São José do Egito, Itapetim, Santa Terezinha e Solidão.
- Cauê Rodrigues
Na cidade de Tabira, um agricultor relatou ao Blog do Cauê Rodrigues que comprou um boi por cerca de R$ 5 mil, mas hoje não consegue vender o mesmo animal por mais de R$ 2.500, amargando um prejuízo que compromete a renda familiar e a continuidade da atividade rural.
Já no Curral Velho, zona rural de Afogados da Ingazeira, o estudante Luan Pedro vive um drama ainda maior. Com uma junta de bois, ele está tentando vender os animais por R$ 3 mil, apenas para não vê-los morrer de fome. Todos os dias, Luan percorre até 20 quilômetros até Ibitiranga em busca de pasto, que além de escasso, está caro — tornando o esforço praticamente inviável.
A situação se repete em diversos municípios da região: açudes secos, pastagens queimadas pelo sol e produtores sem condições financeiras de manter a alimentação dos rebanhos. Muitos relatam a ausência de ações emergenciais por parte das prefeituras, como subsídios para ração, distribuição de silagem ou programas de apoio à compra de água e alimentação animal.
Enquanto isso, o gado segue emagrecendo nos currais e nos campos ressecados, simbolizando não apenas a fome dos animais, mas também o abandono enfrentado pelos homens e mulheres do campo. Agricultores cobram medidas urgentes para evitar o colapso da pecuária regional e o agravamento ainda maior da crise social no sertão do Pajeú.
Entre as cidades do Pajeú mais afetadas com a seca estão Carnaíba, uma das que mais sofre com o descaso, Afogados da Ingazeira, Iguaracy, Serra Talhada, Calumbi, Ingazeira, Tabira, São José do Egito, Itapetim, Santa Terezinha e Solidão.
- Cauê Rodrigues


