Secretário de Defesa Social diz que acusação de ‘espionagem’ contra secretário de João Campos é ‘falsa’


Secretário de Defesa Social diz que acusação de ‘espionagem’ contra secretário de João Campos é ‘falsa’

A Polícia Civil de Pernambuco tornou-se alvo de questionamentos após a veiculação de uma reportagem do Domingo Espetacular, da TV Record, exibida neste domingo (25), que apontou uma suposta espionagem contra o secretário de Articulação do Recife, Gustavo Monteiro, auxiliar direto do prefeito João Campos (PSB). Segundo a matéria, agentes teriam monitorado a rotina do secretário e instalado um rastreador em um veículo oficial da Prefeitura do Recife, também utilizado por seu irmão, Eduardo Monteiro.

Diante da repercussão, o secretário de Defesa Social de Pernambuco (SDS-PE), Alessandro de Carvalho, concedeu entrevista coletiva nesta segunda-feira (26) para rebater as acusações. Ele classificou como “falsa” a narrativa de espionagem e afirmou que a atuação policial se limitou a uma verificação preliminar motivada por uma denúncia anônima. 

Denúncia anônima e apuração preliminar

De acordo com Alessandro, a Polícia Civil recebeu uma denúncia indicando um possível pagamento de percentuais relacionados a um contrato público. A informação citava um suposto encontro em um estacionamento de shopping center envolvendo um veículo vinculado à Prefeitura do Recife.

“O Judiciário já estabeleceu que não se pode instaurar inquérito policial com base apenas em denúncia anônima. Como não havia justa causa, foi criado um grupo de trabalho exclusivamente para verificar a procedência da informação”, explicou o secretário.

Segundo a SDS, as diligências ocorreram entre agosto e outubro de 2025 e não identificaram qualquer irregularidade. O grupo era composto por dez policiais — três delegados e sete agentes — e teve seus trabalhos encerrados após a inexistência de indícios de crime.

“O veículo citado não foi flagrado em nenhuma situação que confirmasse entrega de valores, pacotes ou qualquer fato que corroborasse a denúncia. A apuração foi feita, não se confirmou e, por isso, o procedimento foi arquivado”, detalhou.

Alessandro reforçou que esse tipo de verificação é rotineiro nas forças de segurança. “A checagem preliminar de denúncias anônimas é prática comum na Polícia Civil, nas polícias dos estados e na Polícia Federal. Havendo indícios, instaura-se inquérito. Não havendo, o caso é encerrado. E foi exatamente isso que ocorreu”, afirmou. 

Investigação sobre vazamento de informações
O secretário também anunciou a abertura de investigação para apurar o vazamento de informações sigilosas do grupo de trabalho para a imprensa. Segundo ele, conversas internas da equipe teriam sido repassadas a um jornalista.

“O profissional de imprensa tem o direito constitucional ao sigilo da fonte, mas o vazamento de informações protegidas será rigorosamente apurado”, declarou.

A SDS avalia a possibilidade de que o vazamento esteja relacionado a um policial que integrava o grupo de trabalho e que foi afastado após ser flagrado, em novembro, em um encontro com o então presidente da Câmara de Vereadores de Ipojuca, Flávio do Cartório (PSD). O vereador foi posteriormente preso em uma investigação sobre desvio de recursos públicos ligados a emendas parlamentares.

“Esse policial foi desligado da Inteligência no dia seguinte ao ocorrido, prestou esclarecimentos ao Gaeco e foi colocado à disposição do setor de recursos humanos. Agora, um inquérito policial foi instaurado para apurar o possível vazamento de informações sigilosas”, concluiu Alessandro de Carvalho.

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