
A 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) determinou a retomada do inquérito que apura um suposto esquema envolvendo empreiteiras contratadas pela gestão do prefeito do Recife, João Campos (PSB), para a manutenção de mais de 600 prédios públicos no município. A decisão reacende uma investigação que vinha sendo marcada por reviravoltas judiciais e fortes controvérsias.
De acordo com as apurações, há indícios de desvios que podem ultrapassar R$ 200 milhões, envolvendo contratos firmados em pelo menos seis secretarias municipais da atual administração. Os valores e a abrangência dos contratos colocaram o caso entre os mais sensíveis em curso no Estado, despertando atenção de órgãos de controle e do meio jurídico.
A decisão do TJPE derrubou a anulação relâmpago determinada anteriormente por um juiz de primeira instância, que havia cancelado integralmente a investigação e a operação batizada de “Barriga de Aluguel”. Pouco tempo depois, no entanto, o caso chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF), acrescentando um novo capítulo à disputa judicial.
No STF, o ministro Gilmar Mendes determinou a suspensão da operação e ordenou que a Polícia Federal investigue a atuação da Polícia Civil de Pernambuco, após alegações de suposto “monitoramento indevido” contra dois auxiliares ligados ao prefeito. Com isso, a investigação estadual foi interrompida, mesmo diante de manifestações do Ministério Público que apontavam indícios de corrupção.
Para críticos da decisão, o episódio transmite um sinal preocupante: investigadores passam a ser investigados, enquanto os alvos das apurações recorrem a instâncias superiores em busca de proteção jurídica. A avaliação é de que esse tipo de interferência pode enfraquecer o combate à corrupção e gerar insegurança institucional.
O inquérito envolve suspeitas graves, como fraudes em processos licitatórios, contratos irregulares, medições falsas, pagamentos em duplicidade e possível lavagem de dinheiro, todas ainda sob análise e apuração dos órgãos competentes. Até o momento, não há condenações, e todos os citados têm direito à ampla defesa.
Enquanto a investigação é retomada por determinação do TJPE, uma pergunta segue ecoando no debate público e nas ruas da capital pernambucana: por que tantas interferências justamente quando as apurações se aproximam do poder? A resposta, agora, dependerá do avanço das investigações e da atuação das instituições responsáveis por esclarecer os fatos. (Vicencia Conectado)
De acordo com as apurações, há indícios de desvios que podem ultrapassar R$ 200 milhões, envolvendo contratos firmados em pelo menos seis secretarias municipais da atual administração. Os valores e a abrangência dos contratos colocaram o caso entre os mais sensíveis em curso no Estado, despertando atenção de órgãos de controle e do meio jurídico.
A decisão do TJPE derrubou a anulação relâmpago determinada anteriormente por um juiz de primeira instância, que havia cancelado integralmente a investigação e a operação batizada de “Barriga de Aluguel”. Pouco tempo depois, no entanto, o caso chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF), acrescentando um novo capítulo à disputa judicial.
No STF, o ministro Gilmar Mendes determinou a suspensão da operação e ordenou que a Polícia Federal investigue a atuação da Polícia Civil de Pernambuco, após alegações de suposto “monitoramento indevido” contra dois auxiliares ligados ao prefeito. Com isso, a investigação estadual foi interrompida, mesmo diante de manifestações do Ministério Público que apontavam indícios de corrupção.
Para críticos da decisão, o episódio transmite um sinal preocupante: investigadores passam a ser investigados, enquanto os alvos das apurações recorrem a instâncias superiores em busca de proteção jurídica. A avaliação é de que esse tipo de interferência pode enfraquecer o combate à corrupção e gerar insegurança institucional.
O inquérito envolve suspeitas graves, como fraudes em processos licitatórios, contratos irregulares, medições falsas, pagamentos em duplicidade e possível lavagem de dinheiro, todas ainda sob análise e apuração dos órgãos competentes. Até o momento, não há condenações, e todos os citados têm direito à ampla defesa.
Enquanto a investigação é retomada por determinação do TJPE, uma pergunta segue ecoando no debate público e nas ruas da capital pernambucana: por que tantas interferências justamente quando as apurações se aproximam do poder? A resposta, agora, dependerá do avanço das investigações e da atuação das instituições responsáveis por esclarecer os fatos. (Vicencia Conectado)


