
Um diretor de hospital do Sertão de Pernambuco está entre os alvos da Operação Crivo, deflagrada nesta quarta-feira (25), pela Polícia Civil contra um esquema de fraude no concurso do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE), realizado em 2025. A matéria é do Diário de Pernambuco.
Os detalhes da ação foram apresentados pelo delegado adjunto 2ª Delegacia de Combate à Corrupção (2ª DECOR), Paulo Vitor. A ação cumpriu 15 mandados de busca e apreensão, com o emprego de mais de 100 policiais civis em municípios de Pernambuco e no Rio Grande do Norte.
Segundo o delegado, o caso teve início a partir da prisão em flagrante de um candidato que tentava fazer a prova no lugar de outra pessoa, utilizando o chamado método de “clone”.
“Esse esquema envolvia a utilização de sósias, clones ou pessoas que se faziam passar por outra para fazer a prova. Esse foi o elemento inicial que nos levou a iniciar as investigações”, explicou o delegado responsável pela operação.
A partir desse flagrante, a Polícia Civil identificou indícios de uma estrutura criminosa organizada, com divisão de tarefas e atuação coordenada.
“Passamos a levantar outras notícias de que haveria autores por trás desse esquema criminoso. Conseguimos identificar tanto clientes quanto pessoas que participavam ativamente da organização, seja transportando equipamentos, seja captando novos interessados”, afirmou.
Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos materiais que devem reforçar as provas do esquema.
“Conseguimos prova do concurso, mídias digitais, celulares, enfim, materiais que podem nos subsidiar em termos de materialidade delitiva. A partir disso, vamos realizar uma análise detalhada”, destacou.
As investigações apontam que o grupo utilizava diferentes estratégias para fraudar o concurso, com destaque para a substituição de candidatos, os chamados “clones”, além do uso de equipamentos eletrônicos e dispositivos disfarçados para comunicação durante a prova.
Valores envolvidos
Segundo a Polícia Civil, havia uma entrada inicial de cerca de R$ 5 mil, e o valor total poderia chegar a aproximadamente R$ 50 mil após a aprovação, a depender do cargo.
Em alguns casos, os pagamentos não se limitavam a dinheiro em espécie, podendo incluir bens.
Conforme Paulo Vitor, há indícios de que candidatos beneficiados tenham sido aprovados, embora a confirmação dependa da análise do material apreendido.
“A princípio, conseguimos identificar alguns clientes e também pessoas que são mais do que clientes, participam de forma ativa na organização criminosa. Isso ainda depende da evolução das investigações”, afirmou o delegado.
Entre os alvos também estão servidores públicos de diferentes áreas, incluindo o diretor de um hospital no sertão de Pernambuco, mas os detalhes ainda não foram divulgados.
“Há servidores de várias áreas, mas não podemos delinear agora para não prejudicar o sucesso das investigações”, disse.
Diário de Pernambuco.
Os detalhes da ação foram apresentados pelo delegado adjunto 2ª Delegacia de Combate à Corrupção (2ª DECOR), Paulo Vitor. A ação cumpriu 15 mandados de busca e apreensão, com o emprego de mais de 100 policiais civis em municípios de Pernambuco e no Rio Grande do Norte.
Segundo o delegado, o caso teve início a partir da prisão em flagrante de um candidato que tentava fazer a prova no lugar de outra pessoa, utilizando o chamado método de “clone”.
“Esse esquema envolvia a utilização de sósias, clones ou pessoas que se faziam passar por outra para fazer a prova. Esse foi o elemento inicial que nos levou a iniciar as investigações”, explicou o delegado responsável pela operação.
A partir desse flagrante, a Polícia Civil identificou indícios de uma estrutura criminosa organizada, com divisão de tarefas e atuação coordenada.
“Passamos a levantar outras notícias de que haveria autores por trás desse esquema criminoso. Conseguimos identificar tanto clientes quanto pessoas que participavam ativamente da organização, seja transportando equipamentos, seja captando novos interessados”, afirmou.
Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos materiais que devem reforçar as provas do esquema.
“Conseguimos prova do concurso, mídias digitais, celulares, enfim, materiais que podem nos subsidiar em termos de materialidade delitiva. A partir disso, vamos realizar uma análise detalhada”, destacou.
As investigações apontam que o grupo utilizava diferentes estratégias para fraudar o concurso, com destaque para a substituição de candidatos, os chamados “clones”, além do uso de equipamentos eletrônicos e dispositivos disfarçados para comunicação durante a prova.
Valores envolvidos
Segundo a Polícia Civil, havia uma entrada inicial de cerca de R$ 5 mil, e o valor total poderia chegar a aproximadamente R$ 50 mil após a aprovação, a depender do cargo.
Em alguns casos, os pagamentos não se limitavam a dinheiro em espécie, podendo incluir bens.
Conforme Paulo Vitor, há indícios de que candidatos beneficiados tenham sido aprovados, embora a confirmação dependa da análise do material apreendido.
“A princípio, conseguimos identificar alguns clientes e também pessoas que são mais do que clientes, participam de forma ativa na organização criminosa. Isso ainda depende da evolução das investigações”, afirmou o delegado.
Entre os alvos também estão servidores públicos de diferentes áreas, incluindo o diretor de um hospital no sertão de Pernambuco, mas os detalhes ainda não foram divulgados.
“Há servidores de várias áreas, mas não podemos delinear agora para não prejudicar o sucesso das investigações”, disse.
Diário de Pernambuco.


