
Os números mais recentes das contas públicas mostram que Lula caminha para deixar ao sucessor um país mais endividado e com menos margem de reação. Em fevereiro de 2026, a Dívida Pública Federal chegou a R$ 8,840 trilhões, após alta de R$ 199,62 bilhões em apenas um mês. No mesmo período, os juros sobre essa dívida somaram R$ 73,87 bilhões, ampliando o peso da conta que recai sobre o contribuinte.
Os dados do Banco Central reforçam esse cenário. No acumulado de 12 meses até fevereiro de 2026, o déficit nominal do setor público alcançou R$ 1,089,6 trilhão, o equivalente a 8,48% do PIB. Só em fevereiro, os juros nominais somaram R$ 84,2 bilhões. Isso mostra que o país segue preso a uma estrutura fiscal cara, pesada e cada vez mais difícil de sustentar.
A trajetória também preocupa porque as projeções seguem piorando. Segundo o Banco Central, a dívida bruta do governo geral saiu de 72% do PIB em 2022 para 79% em 2025. Para 2026, a mediana do Focus projeta 84% do PIB, enquanto o cenário de referência aponta 86% do PIB. Ou seja: a expectativa já é de mais deterioração.
Nem o resultado primário mais recente muda esse quadro. O Governo Central registrou déficit primário de R$ 30,046 bilhões em fevereiro de 2026, sinal de que a pressão sobre as contas continua forte.
O retrato é o de uma gestão que deixa uma herança fiscal explosiva. Se Lula não for reeleito, o próximo presidente herdará um país travado por dívidas e pressionado por juros bilionários. Se permanecer no comando por mais quatro anos, a tendência é de agravamento ainda maior, com mais endividamento e mais sufoco fiscal.
Por: Kaio Coêne / Via Eu e o Mundo
Os dados do Banco Central reforçam esse cenário. No acumulado de 12 meses até fevereiro de 2026, o déficit nominal do setor público alcançou R$ 1,089,6 trilhão, o equivalente a 8,48% do PIB. Só em fevereiro, os juros nominais somaram R$ 84,2 bilhões. Isso mostra que o país segue preso a uma estrutura fiscal cara, pesada e cada vez mais difícil de sustentar.
A trajetória também preocupa porque as projeções seguem piorando. Segundo o Banco Central, a dívida bruta do governo geral saiu de 72% do PIB em 2022 para 79% em 2025. Para 2026, a mediana do Focus projeta 84% do PIB, enquanto o cenário de referência aponta 86% do PIB. Ou seja: a expectativa já é de mais deterioração.
Nem o resultado primário mais recente muda esse quadro. O Governo Central registrou déficit primário de R$ 30,046 bilhões em fevereiro de 2026, sinal de que a pressão sobre as contas continua forte.
O retrato é o de uma gestão que deixa uma herança fiscal explosiva. Se Lula não for reeleito, o próximo presidente herdará um país travado por dívidas e pressionado por juros bilionários. Se permanecer no comando por mais quatro anos, a tendência é de agravamento ainda maior, com mais endividamento e mais sufoco fiscal.
Por: Kaio Coêne / Via Eu e o Mundo


