
A deputada federal eleita Ana Elisa Santos Silva (PT-MG), de 21 anos, tornou-se alvo de controvérsia nas redes sociais após ser anunciada como integrante do núcleo de estratégia digital da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o segundo turno. Eleita com 524 mil votos, a petista passou a ter declarações antigas atribuídas a ela repercutidas, principalmente por mensagens envolvendo igrejas, cristãos e a bancada evangélica.
A polêmica ganhou força na quarta-feira (7), após o encontro de Ana Elisa com Lula e a divulgação de sua participação na equipe de campanha. No dia seguinte, publicações antigas começaram a circular novamente, incluindo capturas de tela de mensagens nas quais ela supostamente defendia o fechamento de igrejas. O deputado federal Nikolas Ferreira divulgou uma dessas imagens, ampliando a repercussão do caso.
Ana Elisa contestou a autenticidade de uma das capturas de tela e afirmou que a imagem havia sido forjada. Entretanto, uma reportagem do portal Claudio Dantas, assinada pelo jornalista Eli Vieira, apontou a existência de registros arquivados de outras publicações semelhantes. Em mensagens datadas de fevereiro e abril de 2023, a então jovem teria feito referências ao fechamento de igrejas e ao chamado “kit gay”. Em maio de 2026, já maior de idade, publicou, segundo os registros citados, uma declaração defendendo a retirada da isenção de impostos das igrejas evangélicas.
Outras manifestações atribuídas à deputada eleita também entraram no debate. Entre elas, uma declaração de junho de 2024 sobre o aborto após a 22ª semana de gestação, feita durante a discussão sobre o Projeto de Lei 1904/2024, que propunha equiparar determinadas situações de aborto realizado após esse período ao crime de homicídio. Na ocasião, Ana Elisa se posicionou contra a proposta e defendeu o direito de decisão da vítima de estupro. A discussão sobre o projeto provocou forte reação entre parlamentares, organizações religiosas e defensores dos direitos das mulheres.
Também foram recuperadas publicações relacionadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro e ao ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. Em março de 2025, Ana Elisa teria defendido que apoiadores de Bolsonaro fossem acusados de tentativa de golpe. Já em julho daquele ano, manifestou solidariedade a Moraes após o anúncio de sanções impostas pelos Estados Unidos. Em setembro de 2026, durante a campanha eleitoral, publicou críticas à postura de setores da esquerda em relação ao ministro e às decisões do STF.
Outro episódio que voltou a repercutir envolve uma suposta ameaça recebida por e-mail em setembro de 2026. Na ocasião, Ana Elisa afirmou ter sido ameaçada de estupro e morte por alguém que teria motivações supremacistas. A reportagem do Claudio Dantas submeteu a carta divulgada e uma nota de sua advogada a uma ferramenta de detecção de textos produzidos por inteligência artificial. Segundo o veículo, a ferramenta indicou alta probabilidade de uso de IA nos dois documentos. Esse resultado, contudo, não comprova, por si só, que os textos tenham sido artificialmente produzidos nem determina a autenticidade da ameaça.
Pouco antes das 22h da quinta-feira (8), Ana Elisa desativou seu perfil na rede social X, segundo a reportagem. Até a publicação do texto, sua conta no Instagram permanecia ativa. A desativação ocorreu em meio à repercussão das mensagens antigas e à contestação da autenticidade de parte do material divulgado.
O caso ganhou dimensão política por ocorrer em um momento no qual a campanha de Lula busca ampliar o diálogo com eleitores de diferentes correntes, incluindo segmentos evangélicos e outros grupos cristãos. A participação de Ana Elisa na mobilização digital passou, assim, a ser questionada nas redes sociais, especialmente diante das declarações atribuídas a ela sobre igrejas e lideranças religiosas.
Nesta quinta-feira (8), a deputada eleita também defendeu a busca por votos de eleitores ligados a Renan Santos e Kim Kataguiri, ampliando sua atuação na estratégia de mobilização eleitoral em favor de Lula.
A controvérsia coloca em evidência o desafio de conciliar a aproximação com o eleitorado religioso e a repercussão de declarações anteriores de integrantes da campanha. Enquanto as publicações atribuídas a Ana Elisa continuam gerando debates, a discussão permanece marcada pela necessidade de distinguir registros verificáveis, interpretações políticas e conteúdos cuja autenticidade foi contestada.
A polêmica ganhou força na quarta-feira (7), após o encontro de Ana Elisa com Lula e a divulgação de sua participação na equipe de campanha. No dia seguinte, publicações antigas começaram a circular novamente, incluindo capturas de tela de mensagens nas quais ela supostamente defendia o fechamento de igrejas. O deputado federal Nikolas Ferreira divulgou uma dessas imagens, ampliando a repercussão do caso.
Ana Elisa contestou a autenticidade de uma das capturas de tela e afirmou que a imagem havia sido forjada. Entretanto, uma reportagem do portal Claudio Dantas, assinada pelo jornalista Eli Vieira, apontou a existência de registros arquivados de outras publicações semelhantes. Em mensagens datadas de fevereiro e abril de 2023, a então jovem teria feito referências ao fechamento de igrejas e ao chamado “kit gay”. Em maio de 2026, já maior de idade, publicou, segundo os registros citados, uma declaração defendendo a retirada da isenção de impostos das igrejas evangélicas.
Outras manifestações atribuídas à deputada eleita também entraram no debate. Entre elas, uma declaração de junho de 2024 sobre o aborto após a 22ª semana de gestação, feita durante a discussão sobre o Projeto de Lei 1904/2024, que propunha equiparar determinadas situações de aborto realizado após esse período ao crime de homicídio. Na ocasião, Ana Elisa se posicionou contra a proposta e defendeu o direito de decisão da vítima de estupro. A discussão sobre o projeto provocou forte reação entre parlamentares, organizações religiosas e defensores dos direitos das mulheres.
Também foram recuperadas publicações relacionadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro e ao ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. Em março de 2025, Ana Elisa teria defendido que apoiadores de Bolsonaro fossem acusados de tentativa de golpe. Já em julho daquele ano, manifestou solidariedade a Moraes após o anúncio de sanções impostas pelos Estados Unidos. Em setembro de 2026, durante a campanha eleitoral, publicou críticas à postura de setores da esquerda em relação ao ministro e às decisões do STF.
Outro episódio que voltou a repercutir envolve uma suposta ameaça recebida por e-mail em setembro de 2026. Na ocasião, Ana Elisa afirmou ter sido ameaçada de estupro e morte por alguém que teria motivações supremacistas. A reportagem do Claudio Dantas submeteu a carta divulgada e uma nota de sua advogada a uma ferramenta de detecção de textos produzidos por inteligência artificial. Segundo o veículo, a ferramenta indicou alta probabilidade de uso de IA nos dois documentos. Esse resultado, contudo, não comprova, por si só, que os textos tenham sido artificialmente produzidos nem determina a autenticidade da ameaça.
Pouco antes das 22h da quinta-feira (8), Ana Elisa desativou seu perfil na rede social X, segundo a reportagem. Até a publicação do texto, sua conta no Instagram permanecia ativa. A desativação ocorreu em meio à repercussão das mensagens antigas e à contestação da autenticidade de parte do material divulgado.
O caso ganhou dimensão política por ocorrer em um momento no qual a campanha de Lula busca ampliar o diálogo com eleitores de diferentes correntes, incluindo segmentos evangélicos e outros grupos cristãos. A participação de Ana Elisa na mobilização digital passou, assim, a ser questionada nas redes sociais, especialmente diante das declarações atribuídas a ela sobre igrejas e lideranças religiosas.
Nesta quinta-feira (8), a deputada eleita também defendeu a busca por votos de eleitores ligados a Renan Santos e Kim Kataguiri, ampliando sua atuação na estratégia de mobilização eleitoral em favor de Lula.
A controvérsia coloca em evidência o desafio de conciliar a aproximação com o eleitorado religioso e a repercussão de declarações anteriores de integrantes da campanha. Enquanto as publicações atribuídas a Ana Elisa continuam gerando debates, a discussão permanece marcada pela necessidade de distinguir registros verificáveis, interpretações políticas e conteúdos cuja autenticidade foi contestada.


