Reservatórios do Nordeste estão no menor nível da sua história

A seca que castiga a região Nordeste deixou os reservatórios das hidrelétricas no níel menor de sua história. Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), o volume de água armazenado nas usinas chegou a 6,6% no último dia 11, uma queda de 43,3% em relação há um mês, quando o nível estava a 12%. Comparado com o mês de janeiro, o volume despencou 62,8%.
O menor nível já registrado nos reservatórios da região era o de novembro de 2001, quando ficou em 7,84%. Com a escassez de água nas hidrelétricas, as usinas térmicas mais caras (como as movidas a diesel) podem ser religadas, encarecendo a conta de luz. A medida pode ser necessária mesmo com o alto volume de chuvas na Região Sul, onde os reservatórios estão acima de 97%. Isso porque o sistema interligado nacional apresenta um limite de capacidade de transmissão de energia de uma região para outra do país. O Nordeste é responsável por cerca de 12% da energia gerada no Brasils.
No Nordeste, as hidrelétricas estão produzindo 2.725 megawatts (MW) médios, enquanto os parques de energia eólica estão gerando 3.275 MW. A geração de térmicas está em 3.400 MW. Segundo o ONS, o nível dos reservatórios das regiões Centro-Oeste e Sudeste — que respondem por 70% da energia gerada no país — está em 27,4%, acima dos 23,04% de novembro de 2001. No entanto, esse também é o menor patamar desde março deste ano. Na Região Sul, o nível está em 97,2% da capacidade e acima dos 86,9% de 2001. No Norte, em 22,1%, mesmo acima dos 17,9% do ano do racionamento, ainda é menor nível de 2015.
Com isso, o governo pode ter que religar as térmicas mais caras (com custo variável unitário acima de R$ 600/MWh) já em 2016. Em setembro, essas unidades foram desligadas, o que permitiu uma economia de R$ 5,5 bilhões neste ano, segundo estimativas do governo e a redução do valor da bandeira vermelha (tarifa extra cobrada na conta de luz dos brasileiros) de R$ 5,50 para R$ 4,50 a cada 100 kW consumidos. O Ministério de Minas e Energia (MME) disse, em nota, que “os órgãos e entidades que compõem o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) acompanham continuamente as condições de suprimento energético no país” (Via: Diário de Pernambuco)

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