Acidentes com drones poderão ser evitados com truques de voo das abelhas

As abelhas parecem ter muito a ensinar aos drones sobre a arte de voar.
Pelo menos é nisso que acreditam pesquisadores da Universidade de Sheffield, no Reino Unido, ao observar esses bichinhos. Os cientistas querem aplicar nos drones alguns truques de voo das abelhas para evitar que os equipamentos colidam com outros objetos, como paredes, durante o voo.
As abelhas controlam o seu voo usando a velocidade de movimento - ou fluxo óptico - do mundo visual em torno delas, mas não se sabe como elas fazem isso. Os únicos circuitos neurais até agora encontrados no cérebro dos insetos determinam a direção do movimento, e não a velocidade.
Este estudo sugere como o circuito de detecção da direção de movimento pode ser ligado entre si também para identificar a noção de velocidade, que é crucial para o controle de voo das abelhas.
"As abelhas são excelentes navegadoras e exploradoras, usando amplamente a visão nestas tarefas, apesar de terem um cérebro de apenas um milhão de neurônios", disse o Alex Cope, principal pesquisador do estudo em um comunicado.
"Entender como as abelhas evitam paredes e obter informações de como elas navegam, nos levam mais perto do desenvolvimento de algoritmos eficientes para navegação e roteamento – o que iria melhorar muito o desempenho de robôs voadores autônomos", acrescentou.
No artigo publicado na revista PLoS Computational Biology, os pesquisadores propõem um novo modelo de computador para mostrar como as abelhas se orientam para evitar colisões e como isso poderia ajudar robôs autônomos, ou, no caso os drones, a fazer o mesmo. O modelo faz suposições com base no comportamento das abelhas e seu dados neurológicos.

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