Mostrando postagens de Setembro 29, 2016Mostrar tudo

Governo federal reconhece situação de emergência em 69 cidades de Pernambuco; não há municípios do Pajeú

O Ministério da Integração Nacional reconheceu a situação de emergência em 69 municípios de Pernambuco devido à estiagem. A portaria foi publicada nesta terça-feira (27) no Diário Oficial da União. De acordo com a assessoria do Ministério, a medida "permite que as cidades solicitem o apoio do Governo Federal para ações emergenciais de enfrentamento ao período de escassez hídrica".
A assessoria informou que o reconhecimento viabiliza o acesso a programas de fornecimento de água tratada, a exemplo da "Operação Carro-Pipa Federal", a renegociação de dívidas no setor de agricultura junto, a aquisição de cestas básicas com o Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário e o apoio para a retomada da atividade econômica nas regiões afetadas.

Cresce total de clientes que geram sua energia, em PE

Em PE, crescimento foi de 85%. De 2015 para 2016, número anual de projetos subiu de 48 para 89
Depois de tantas altas na conta de luz nos últimos anos, gerar a própria energia tem sido a solução adotada cada vez mais por consumidores. Prova dis­so é que, em um ano, o número de conexões saiu de 1.148 para 5.040 ligações registradas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), no País.
Solar panels on a tile roof
Em Pernam­buco, o crescimento foi de 85% entre 2015 e 2016, pulando de 48 projetos instalados para 89. Apesar de, em números absolutos, o resultado estadual ser tímido em comparação com o cenário nacional, nota-se que há interesse do mercado nessas mo­dalidades, motivado pela facilidade do crédito.
Especialista do setor elétrico, João Bosco de Almeida explicou que um dos fatores que impulsionam a geração própria é a linha de crédito da Agência de Fomento do Estado de Pernambuco (Agefepe). “A maior dificuldade era conseguir financiamento em função das exigências. Hoje, já se aceita a compra do sistema como garantia, isso, sem dúvida, ajudou”, destacou, acrescentando que o fator preço também tem facilitado. “Há três anos, o preço do quilowatt instalado era de R$ 7 mil e, hoje, mesmo com alta da inflação, permanece o mesmo”, disse.
Além disso, a geração pelos consumidores tornou-se possível a partir da Re­solução Normativa Aneel nº 482/2012, que estabelece as condições gerais para o acesso de micro e minigeração e cria o sistema de compensação. A resolução foi revista em 2015 e, na época, estimou-se que em 2024 mais de 1,2 milhão de consumidores vai passar a produzir sua própria energia, o equivalente a 4,5 gigawatts (GW) de potência instalada.
Segundo o superintendente comercial da Celpe, Hélio Rafael, a aposta para isso é que haja uma melhora na economia. “Se isso acontecer, sem dúvida a procura deverá aumentar”, revelou. De 2012 para cá, 140 conexões foram efetivadas, sendo 98% para fonte solar. Alberto Galvão, diretor de planejamento da Agefepe, antecipou que a perspectiva é chegar a 1,8 milhão em financiamentos até o fim deste ano. Com prazo de dez anos para pagar e um ano de carência, a taxa de juros é de 11,18% ao ano.
Da Folha PE

PM inicia nesta quinta-feira reforço para Interior

A Polícia Militar de Pernambuco (PMPE) inicia, nesta quinta-feira (29), o envio de reforço a cidades do Interior para o primeiro turno das eleições municipais. A primeira leva é de 560 policiais, que partirão às 8h, da quadra de hóquei do Sport Clube do Recife, na Ilha do Retiro. Na sexta-feira (29), outros 700 policiais seguirão com destino ao Agreste e Zona da Mata Sul e Mata Norte do Estado.
Neste primeiro turno, em todo Estado, serão empregados 12.111 PMs para garantir a segurança em 3.302 locais de votações, bem como responsáveis pela guarda das urnas eletrônicas e seus dispositivos móveis.

Churrasco, queijo e 'jegueterapia': como o Nordeste está tentando resolver o problema dos jegues soltos nas estradas

Dois anos após um promotor do Rio Grande do Norte ter feito um churrasco de jumento para incentivar o uso do animal como alimento, o Nordeste ainda tenta resolver o problema de jegues abandonados pelas estradas.
Doações, abate legal, produção de queijo nobre, transporte de bananas, atração turística e até "jegueterapia": não faltam alternativas, mas nenhuma emplacou até agora.
O lombo do jumento perdeu espaço no Nordeste para motos e máquinas agrícolas. A frota de duas rodas (?) no Brasil cresceu quase 600% desde 2003: 1,2 milhão para 6,9 milhões de veículos.
Sem utilidade, o bicho foi sendo abandonado. Passou a circular solto em estradas, agravando o problema dos acidentes na região, que concentra 90% dos asininos (que incluem ainda burros e mulas) do Brasil.
Não há estatísticas precisas sobre acidentes com jumentos no Nordeste. Os dados são organizados como "acidentes com animais", mas a Polícia Rodoviária Federal (PRF) assegura que a maioria envolve asininos.
Churrasco de jumento
Outra possibilidade ligada ao consumo envolve a própria carne do animal.
A solução ganhou fama em 2014, quando o promotor Silvio Brito, que atuava em Apodi (RN), organizou um churrasco com carne do animal para sensibilizar autoridades e imprensa para a alternativa.
A ideia revoltou alguns defensores dos animais, que chegaram a ameaçar o promotor nas redes sociais.
Houve também resistência na cidade - o prefeito teve que ir a uma rádio negar que a carne de jumento fosse ser incluída na merenda escolar.
"O jumento pode fornecer até 100 kg de carne de primeira qualidade, uma peça de couro de alto valor (cerca de R$ 120 a peça) e um leite que pode salvar a vida de milhões de pessoas que sofrem com intolerância à lactose ou deficiência nutricional", diz Brito.
Diretora da ONG Bicho Feliz, que atua no Nordeste, Gislaine Brandão critica o uso de jumentos para consumo da carne, couro ou leite.
"É um animal que vem sofrendo há décadas. Eles devem ser aposentados, livres, sem trabalho. O Estado brasileiro deveria cuidar melhor desses animais", afirma.