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Serviços crescem 4,6% em julho em Pernambuco, mas ainda não recuperam perdas da pandemia

O setor de serviços em Pernambuco teve alta de 4,6% em julho em comparação a junho, segundo mês consecutivo de índices positivos desde o início da pandemia do novo coronavírus. Este foi o melhor desempenho do ano desde janeiro (5,7%). O resultado deixou o estado em quarto lugar no ranking nacional, atrás de Alagoas (9,5%), Roraima (8,2%) e Distrito Federal (5,2%), indicando recuperação no segmento caso a flexibilização do distanciamento social continue.
O indicador em Pernambuco também é superior à média brasileira, de 2,6%. Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), realizada pelo IBGE e divulgada nesta sexta-feira (11).
Embora Pernambuco tenha esboçado uma recuperação no setor de serviços na variação entre julho e o mês anterior, outro indicador demonstrou o tamanho da retração econômica ocorrida durante a pandemia.
Na comparação entre os meses de julho de 2020 e julho de 2019, o volume de serviços em PE recuou -18,7%, enquanto a queda, no Brasil, foi de – 11,9%, uma diferença de 6,8 pontos percentuais. Fevereiro foi o último mês em que os índices pernambucanos foram positivos (0,8%), seguidos pelas quedas nos meses de março (-5,4%), abril (-27,1%), maio (-29%) e junho (-23%).
Das 27 unidades da federação, as duas únicas que tiveram resultados positivos na comparação entre julho de 2020 frente ao mesmo mês do ano passado foi Rondônia (5,2%) e Mato Grosso (0,8%), ao passo que PE marcou o nono recuo mais acentuado do país, ganhando apenas do Acre e dos demais estados nordestinos, exceto o Maranhão.
Quando se trata do acumulado do ano, a PMS também detectou uma redução no volume de serviços em comparação ao mesmo período de 2019 mais acentuada do que a média nacional. O segmento, em Pernambuco, teve retração de -14,1%; no Brasil, a queda foi de -8,9%. O mesmo ocorreu no acumulado dos últimos 12 meses, em que o índice marcou – 8,6% em PE, contra -4,5% a nível nacional.
Assim como ocorreu nos três meses anteriores, todas as cinco atividades acompanhadas pela PMS apresentaram índices negativos em julho de 2020 em comparação ao mesmo período do ano passado. Novamente, os serviços prestados às famílias tiveram o pior desempenho, chegando a -66,2%. Essa atividade, que inclui 23 tipos de serviços, como hotéis, bares, restaurantes, salões de beleza, espetáculos de artes cênicas e atividades esportivas em geral, já havia amargado retrações significativas em abril (-74,9%), maio (-71%) e junho (-69%).
A variação acumulada entre janeiro e julho deste ano, tendo como base o mesmo período de 2019, também apresentou forte queda, de -47,2%, enquanto a variação acumulada dos últimos 12 meses chegou a -31,6%. “Os bares e restaurantes retomaram suas atividades apenas a partir de julho, com diversas restrições. O setor de hotelaria e turismo está retomando aos poucos suas atividades e teatros e cinemas ainda não estão autorizados a funcionar, impactando fortemente no índice geral”, avalia Fernanda Estelita, economista e gerente de planejamento e gestão do IBGE em Pernambuco.
A segunda redução mais expressiva, de -15,4% entre julho deste ano e o mesmo mês do ano passado, foi verificada no setor de serviços profissionais, administrativos e complementares, que incluem, por exemplo, seleção de mão de obra, atividades jurídicas e alugueis não imobiliários, como locação de veículos. Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio vêm em seguida, com –10,6%, acompanhado pelos serviços de informação e comunicação (-6,9%), que englobam serviços de telecomunicações e de tecnologia da informação.
De todas as atividades de serviços pesquisadas, a de menor redução foi o segmento de outros serviços (-4,2%), como compra, venda e aluguel de imóveis, atividades de apoio à agricultura, à pecuária e gestão de resíduos sólidos.
Recuperação do setor turístico em PE é a maior do Brasil no mês de julho
O volume de atividades turísticas em Pernambuco no mês de julho aumentou 18,7% em comparação ao mês anterior, o que deixou o estado em primeiro lugar no país, bem acima dos 4,8% da média brasileira. Os resultados mostram uma inversão em relação ao mês de junho, quando PE teve uma recuperação mais tímida, de 4,2%, enquanto os índices nacionais chegaram a 19,8%. De todos os 12 estados para os quais o IBGE detalha os indicadores de atividades turísticas, apenas o Ceará apresentou números negativos, com uma retração de -23%.
Mesmo que o estado tenha apresentado um bom desempenho em julho, os índices ainda estão longe de repor as perdas sofridas pelo setor turístico ao longo da pandemia do novo coronavírus. Quando se compara o desempenho de Pernambuco entre julho de 2020 e o mesmo mês do ano passado, verifica-se uma queda de -62%, enquanto os índices do Brasil tiveram baque um pouco menos intenso, mas ainda significativo, de -56,1%. PE também registrou o quinto mês seguido de perdas, entre março e julho, em relação ao mesmo período do ano passado.
Além disso, a variação acumulada de janeiro a junho deste ano, frente ao mesmo período do ano anterior, mostram uma redução de -41,5% no estado, contra -37,9% no país. A variação acumulada de 12 meses, por sua vez, foi de -24,7% em Pernambuco e -20,9% a nível nacional.
Atividades turísticas crescem 4,8% em julho
No Brasil, o crescimento de 4,8% no índice de atividades turísticas em julho de 2020 foi a terceira taxa positiva seguida do setor, que acumulou ganho de 36,1% entre os meses de maio, junho e julho. O segmento de turismo havia acumulado perda expressiva entre março e abril (-68,1%), pois o isolamento social atingiu mais intensamente boa parte das empresas que compõem as atividades turísticas, principalmente, transporte aéreo de passageiros, restaurantes e hotéis.
Regionalmente, nove das 12 unidades da federação acompanharam este movimento de expansão, com destaque para São Paulo (5,4%) e Rio de Janeiro (11,5%), seguido por Pernambuco (18,9%), Minas Gerais (5,5%) e Distrito Federal (15,4%). Em sentido oposto, Ceará (-23,0%) e Santa Catarina (-4,8%) exerceram os principais impactos negativos.
Na comparação julho de 2020 / julho de 2019, o índice de volume de atividades turísticas no Brasil caiu 56,1%, quinta taxa negativa seguida, pressionado, principalmente, pela queda na receita de empresas que atuam nos ramos de restaurantes; hotéis; transporte aéreo; rodoviário coletivo de passageiros; serviços de bufê; agências de viagens; locação de automóveis; e operadores turísticos. Em termos regionais, todas as 12 unidades da federação pesquisadas tiveram recuo nos serviços voltados ao turismo, com destaque para São Paulo (-57,0%), seguido por Rio de Janeiro (-46,3%), Minas Gerais (-52,2%), Bahia (-72,7%), Rio Grande do Sul (-63,4%) e Paraná (54,8%).
No acumulado do ano, o agregado especial de atividades turísticas caiu 37,9%, pressionado pelos ramos de restaurantes; transporte aéreo; hotéis; rodoviário coletivo de passageiros; catering, bufê e outros serviços de comida preparada; e agências de viagens.
Regionalmente, todos os 12 locais também registraram taxas negativas, com destaque para São Paulo (-39,4%), seguido por Rio de Janeiro (-32,0%), Minas Gerais (-36,9%), Bahia (-39,4%), Rio Grande do Sul (-44,1%) e Paraná (-37,3%). (Via: Ascom - Blog do Jamildo)