Prima de menina morta pelo padrasto em Angelim denunciou homem por abuso sexual, aponta B.O

A prima da menina Juliana Rosângela da Silva, de 12 anos, que foi morta pelo padrasto, segundo a polícia, denunciou o homem por abusar sexualmente da enteada. O G1 teve acesso ao boletim de ocorrência, registrado no dia 27 de novembro de 2020. O corpo da menina foi encontrado junto com o do padrasto dentro de um carro em Angelim, no Agreste de Pernambuco, na manhã da sexta-feira (16).
Os corpos de Genivaldo Ferreira dos Santos, de 34 anos, e Juliana Rosângela da Silva, de 12, foram sepultados na manhã deste sábado (17) em Canhotinho, no Agreste de Pernambuco. Houve muita comoção no velório das vítimas, que aconteceu em uma funerária.
“No dia 13 de janeiro de 2021 ela fez 12 aninhos. Foi uma vida interrompida. Uma vida que tinha tudo pela frente, fazer uma faculdade, ser alguém na vida. Eu queria o bem da minha filha. Eu fui na delegacia de Canhotinho e fui no Conselho Tutelar”, disse o pai da menina, o vigilante Juliano da Silva, sem revelar o motivo pelo qual procurou a polícia e o Conselho.
À TV Asa Branca, a prima de Juliana, a agricultora Flaviana Cleunice, que realizou a denúncia por abuso sexual, afirmou que a morte da criança “era uma tragédia já anunciada”. “É um momento muito difícil, eu fui na delegacia quando soube dos acontecidos. Eu pedi socorro para salvar Juliana, mas eu não consegui”, disse.
A produção da TV Asa Branca entrou em contato com o Centro de Referência Especializado de Assistência (Creas), que informou que as demandas são sigilosas. Na reportagem, o pai e a prima da criança falaram que procuraram o Conselho Tutelar de Canhotinho. Por telefone, o Conselho confirmou que recebeu a demanda e realizou a orientação para que a família levasse o caso à Delegacia de Polícia Civil.