PE: público entre 20 e 59 anos foi o que teve maior aumento nas internações por Covid-19 em 2021

Resultado da imunização entre os idosos e comportamento relapso dos jovens explicam cenário

Em Pernambuco, 75% das mortes ligadas à Covid-19, até aqui, ocorreram no público com idade superior a 60 anos. Com o início da imunização entre os idosos, o ritmo de internações nesse grupo de risco apresentou uma queda, sobretudo entre aqueles com mais de 85 anos, que começaram a ser vacinados no final de janeiro.
Quanto ao público com idades entre 70 e 84 anos, ainda não houve uma redução, o crescimento das internações, porém, teve um ritmo menor do que o visto anteriormente.
Na faixa de 80 a 84 anos, o aumento nas internações foi de 10% se comparadas as duas primeiras semanas de 2021 com as duas mais recentes.
Como o público com idades entre 60 e 69 anos ocupa a última etapa dentro do primeiro grupo prioritário, a imunização ainda não foi aberta para todos. E, nesta segunda onda de infecções pelo coronavírus Sars-CoV-2, essa população ainda preocupa.
No entanto, o que chama mais atenção é o crescimento das internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave entre a população mais jovem.
O grupo entre 20 e 39 anos, por exemplo, teve um acrésimo de 197% nas internações em UTIs para tratamento da Covid-19, enquanto os que têm entre 40 e 59 anos respondem por um aumento de 205%.
“Atualmente, temos uma grande preocupação com os adultos mais jovens, que têm uma falsa sensação de menor risco e estão se protegendo menos. Volto a lembrar que só vamos evitar novas perdas se todos se conscientizarem. Ninguém está livre da doença e todos podem ser vítimas do vírus”, advertiu o secretário de Saúde de Pernambuco, André Longo, em entrevista coletiva concedida de forma remota, nesta quinta-feira (15). 
 
Fonte: SES-PE
Como a população mais nova, em sua maioria, tem mais resistência para “brigar” com o coronavírus, a média de permanência de um paciente em UTI, no momento, é superior à vista em 2020.
“Isso faz com que, apesar da diminuição na aceleração da doença e nas solicitações por leito, a ocupação nos hospitais não diminua”, explicou o titular da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE).
Pernambuco tem, atualmente, mais que o dobro de leitos de UTI do que quando enfrentou o pico de infecções pelo coronavírus no ano passado. Na época, eram 650 leitos de UTI. Agora, são mais de 1.600.
"Na primeira onda, praticamente só quem precisava ser intubado ia para a UTI. Hoje, estamos internando paciente até em cateter de oxigênio, dependendo do perfil, das comorbidades”, destacou André Longo, garantindo que novos leitos de UTI e de enfermaria deverão ser abertos nas próximas semanas.
"Os números refletem o crescimento da rede assistencial, as taxas (altas de ocupação) resistem por mais tempo, porém o mais importante é o resultado. A mortalidade ainda é alta em UTI, mas ela reduziu em comparação à primeira onda”, completou.(Folha PE)

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