FOME NO BRASIL: Ciclista reforça a "Campanha contra a Fome" como bandeira no desafio do SertAmérica.


O ciclista Cláudio Kennedy está cumprindo o maior desafio de sua vida, o "SertAmérica", que é pedalar do estado de Pernambuco até o Uruguai, percorrendo nove países e dando a volta na América do Sul.
Em contato com a nossa redação via WhatsApp, Kennedy pediu para que em nossas matérias não esquecesse de frisar a bandeira que ele está carregando neste desafio: 
"Isso não é só uma viagem de sonhos, acima dessa viagem, além dos sonhos, existe uma coisa maior, existe uma CAMPANHA CONTRA A FOME, existe uma bandeira levantada CONTRA A FOME, se você frisar isto, eu te agradeço de todo meu coração, porque Sérgio, a gente precisa fazer alguma coisa pelas pessoas menos favorecidas, por aquelas pessoas que realmente tem precisam de nosso apoio, pessoas essas que passam muitas dificuldades, muitas dificuldades nesse exato momento..." 
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Kenndy não está exagerando, segundo o relatório o vírus da FOME se multiplica, o número de pessoas vivendo em situação de fome estrutural aumentou cinco vezes desde o início da pandemia, chegando a mais de 520 mil. E mais 20 milhões de pessoas foram empurradas em 2021 a níveis extremos de insegurança alimentar.
O problema da fome no Brasil é causado pela dificuldade de acesso aos alimentos, inclusive, esse é o maior problema atual do Brasil. Temos uma capacidade de produção enorme, somos grandes exportadores de alimentos no mudo, no entanto, existe fome aqui em níveis elevados. Portanto, as desigualdades são a nossa maior marca de fome.
Ainda esta semana um vídeo chocou os internautas de todo o Brasil onde mostra pessoas procurando comida em caminhão de lixo em Fortaleza.
As imagens, feitas no dia 28 de setembro no bairro Cocó, área nobre da capital cearense, somam-se às fotos recentes de um caminhão que distribui restos de carne e ossos no Rio de Janeiro e filas de pessoas em busca de doações de restos de ossos de boi em Cuiabá (MT).
As imagens de Fortaleza foram captadas pelo motorista de aplicativo André Queiroz. O vídeo mostra homens e mulheres recolhendo alimentos descartados pelo comércio da Rua Bento de Albuquerque.
O vídeo foi gravado em 28 de setembro, mas só foi agora. Uma funcionária de um supermercado da região, que preferiu não se identificar, confirmou a cena ao G1. Anteriormente, disse, era comum ver pessoas buscando materiais recicláveis, como papelões, caixas e plásticos, mas desde o início da pandemia de Covid, alimentos passaram a ser o foco.
A região Nordeste apresentou, em 2020, o maior número absoluto de pessoas em situação de insegurança alimentar grave, de acordo com o Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19. São quase 7,7 milhões de pessoas nessa situação na região. No país, são 19 milhões. No Ceará, cerca de 1 milhão de pessoas vivem em situação de extrema pobreza, com renda mensal total de até R$ 89, segundo dados mais recentes do Ministério da Cidadania.
Como mostrou reportagem do jornal Folha de S.Paulo em julho, nem o feijão com arroz escapou da alta da inflação e do desemprego na pandemia. A alta de preços e a queda na renda mudaram o cardápio dos brasileiros mais pobres, que se viram obrigados a optar por produtos mais baratos. Moradores de periferia passaram a recorrer a pé de frango contra a fome.
No mundo, cerca de 118 milhões de pessoas começaram a passar fome em 2020, segundo relatório da FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura) publicado em julho.

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