Anac sabia de irregularidades na empresa de avião que caiu com Marília Mendonça

A Procuradoria da República em Goiás enviou para a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em junho de 2021 uma notícia de fato -espécie de procedimento administrativo- solicitando que o órgão se manifestasse sobre supostas irregularidades envolvendo a empresa PEC Táxi Aéreo, proprietária do avião que caiu em Caratinga (MG), no acidente que causou a morte da cantora Marília Mendonça.
De acordo com o documento, a empresa não estaria respeitando a jornada de trabalho e regulamentação de descanso dos pilotos. Também estaria operando com equipamentos irregulares.
Eis a íntegra do documento.
“A empresa acumula irregularidades que colocam em risco tripulantes e passageiros, mesmo diante de denúncias repetidas à ANAC, a empresa nunca passou por auditoria a fim de serem averiguadas as irregularidades”, disse o MPF.
Ainda de acordo com o documento, a aeronave com prefixo PT-ONJ, que caiu em Minas Gerais, estaria com problemas no para-brisa.
“A aeronave com prefixo PT-ONJ está desde o início do ano realizando voos com o problemas no para-brisa, ocorrendo que o vidro fica embaçado com prejuízo visual em pousos e decolagens, fato conhecido pela empresa, porém ignorado, já denunciado à ANAC, porém sem vistoria feita”, afirmou o MPF.
A aeronave que transportava a cantora estava em situação regular para táxi aéreo, segundo o Registro Aeronáutico Brasileiro da Anac.
Nota da Anac
Em nota, a assessoria de comunicação da Anac disse que acompanha as investigações que estão em curso e se mantém a disposição.
Leia a íntegra:
“A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) se solidariza com os familiares das vítimas do acidente aéreo na serra de Caratinga, interior de Minas Gerais, nesta sexta-feira (5/11).
A aeronave de matrícula PT-ONJ, modelo C90A, tinha como proprietário e operador a empresa Pec Taxi Aereo Ltda e possuía capacidade para transportar seis passageiros, além dos pilotos.
De acordo com o Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB), o avião estava com o Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade (CVA) válido até 01/07/2022. A empresa tinha autorização para operar táxi-aéreo.
As investigações sobre as causas do acidente serão realizadas pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticas (Cenipa), do Comando da Aeronáutica. A Agência acompanha as investigações que estão em curso e se mantém à disposição.
Atenciosamente,
Assessoria de Comunicação – ANAC”

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