Indústria pernambucana aumentou a sua produção em 3,9% em setembro, diz IBGE

A produção industrial de Pernambuco aumentou 3,9% em setembro na comparação com o mês anterior, segundo a Pesquisa Industrial Mensal Regional (PIM), divulgada nesta quarta-feira (10) pelo IBGE. Este é o melhor resultado entre os 15 locais pesquisados e também o percentual mais alto já alcançado pelo setor este ano. No Brasil, houve queda de 0,4% no volume de produção da indústria. Mesmo com esta alta, o resultado está 4,4 pontos percentuais abaixo dos níveis pré-pandemia – algo que o Estado não consegue alcançar desde maio.
Em setembro de 2021, apenas três das 12 atividades industriais pesquisadas tiveram resultados positivos em comparação ao mesmo mês de 2020. São elas: a fabricação de outros equipamentos de transporte com uma alta de 72,7% – excluindo a produção de veículos automotores; fabricação de produtos alimentícios, que registrou um incremento de 9,8%; e fabricação de produtos de metal, com um acréscimo de 0,8%, excluindo as máquinas e equipamentos. “Melhorou um pouco, mas temos que lembrar que o crescimento em cima de uma base deprimida”, revela Fernanda. A indústria foi muito impactada pela pandemia do coronavírus em 2020, que resultou na redução de consumo e na paralisia da economia.
Ainda em Pernambuco no mês passado, os piores resultados ficaram com a metalurgia (-46,9%), com a fabricação de outros produtos químicos (-29,7%) e a fabricação de produtos têxteis (-21,9%). Todas as comparações são com setembro do ano passado.
No acumulado do ano até setembro, os resultados de Pernambuco foram positivos, com alta de 2%, comparando com o mesmo período do ano anterior. Ainda assim, a porcentagem está abaixo da média nacional (7,5%). Já na variação acumulada nos últimos 12 meses (de setembro de 2020 a agosto de 2021), Pernambuco avançou 3,9%, novamente atrás da média brasileira, que foi de 6,4%.
“A indústria – tanto no Brasil como em Pernambuco – está tendo alguma recuperação, mas ainda enfrenta percalços, como a dificuldade de conseguir matéria-prima, principalmente de materiais importados como os componentes eletrônicos”, comenta Fernanda. As matérias-primas importadas também estão impactando a indústria com um custo maior devido à alta da moeda norte-americana.
Acumulado
Já na variação percentual acumulada de janeiro a setembro desse ano, comparada ao mesmo período do ano passado, além da fabricação de outros equipamentos de transporte, que também teve o maior índice (81,5%), a fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos registrou uma alta de 18,9% e a fabricação de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos apresentou um incremento de 17,6%.
Os únicos percentuais negativos foram registrados na fabricação de produtos alimentícios (-6,1%), na fabricação de sabões, detergentes, produtos de perfumaria e higiene pessoal (-5%), na fabricação de produtos de borracha e material plástico (-3,9%) e na fabricação de bebidas (-1,6%). “A fabricação dos produtos de limpeza registrou crescimentos grandes no ano passado na fase mais crítica da pandemia. As pessoas estão voltando pra vida normal e comprando menos produtos de limpeza sem aquelas manias de lavar tudo, como ocorreu no auge da crise sanitária”, comenta Fernanda.
No acumulado dos últimos 12 meses, além da fabricação de outros equipamentos de transporte, com alta de 64,6%, se sobressaem a metalurgia (17,7%) e a fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (15,8%). A fabricação de produtos alimentícios (-3,1%) e a fabricação de sabões, detergentes, produtos de perfumaria e higiene pessoal (-2,6%) foram a únicas atividades industriais com queda no período.

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