Terceiro caso da variante ômicron no Brasil é confirmado em São Paulo

A Secretaria da Saúde de São Paulo confirmou hoje o terceiro caso da variante ômicron do novo coronavírus no estado e também no Brasil.
O caso é de um homem de 29 anos que, vindo da Etiópia, desembarcou no Aeroporto de Guarulhos (SP) no último sábado (27). Ao chegar em solo brasileiro, o passageiro foi testado e, em seguida, diagnosticado com a covid-19.
A identificação de que o homem estava infectado com a variante ômicron foi feita pelo Instituto Adolfo Lutz, ligado ao governo de São Paulo.
Ainda de acordo com a Secretaria da Saúde, o homem tomou as duas doses da vacina da Pfizer contra a covid-19 e está em "isolamento domiciliar", em Guarulhos, desde que chegou ao Brasil, estando, até agora, assintomático.
O anúncio do terceiro caso veio após, ontem, São Paulo ter confirmado os dois primeiros casos de infectados pela ômicron em solo brasileiro: um casal que, vindo da África do Sul, desembarcou em Guarulhos na semana passada.
O casal, composto por um homem de 41 anos e uma mulher de 37, apresentou apenas sintomas leves da covid-19 e foi orientado a ficar em isolamento domiciliar, segundo a pasta estadual da Saúde.
Tanto o homem como a mulher se vacinaram contra a covid-19 — ambos receberam, na África do Sul, a dose única da Janssen contra a covid-19, segundo a Secretaria da Saúde do município de São Paulo.
O que se sabe sobre a ômicron
Até agora, pessoas infectadas pela variante ômicron da covid-19, detectada inicialmente pela África do Sul na semana passada, mas que já estava em circulação pelos Países Baixos anteriormente, apresentaram apenas sintomas leves da doença.
"O sintoma mais comum é fadiga intensa por um ou dois dias, seguido de dores no corpo", disse a clínica-geral Angelique Coetzee, presidente da Associação Médica da África do Sul, em entrevista ao jornal britânico The Telegraph.
No último domingo (28), a OMS (Organização Mundial da Saúde) disse que a variante pode aumentar a chance de reinfecção pela covid-19, mas tranquilizou ao afirmar tratamentos contra versões anteriores do vírus também têm funcionado contra a ômicron.
Ouvido por VivaBem, o infectologista Alexandre Naime disse que, embora a ômicron tenha se mostrado mais transmissível que outras variantes, ela ainda não se mostrou capaz de provocar um aumento no número de internações e mortes pela doença.
Por enquanto, laboratórios estão conduzindo estudos para saber se as atuais vacinas disponíveis contra a covid-19 são capazes de lidar contra a ômicron.
A variante apresenta alterações que podem fazer com ela consiga "driblar" o sistema imunológico de pessoas já vacinadas contra o novo coronavírus.
A hipótese, porém, ainda está em estudo. "Então, não podemos dizer que as vacinas não funcionam (contra a variante ômicron) — é improvável, inclusive", disse ontem Lúcia Helena, colunista de VivaBem, ao UOL News, programa do Canal UOL.
De todo modo, a vacinação em massa continua sendo a medida mais eficaz contra a covid-19, protegendo, especialmente, contra a evolução da doença para quadros graves, como internação e morte pelo vírus.
Na última sexta-feira (26), um dia depois da identificação da ômicron, a OMS pediu para que, individualmente, as pessoas ajudem no combate à variante tomando medidas já conhecidas contra a covid-19, como:
- Uso de máscara bem ajustada ao rosto;
- Higiene constante das mãos;
- Distanciamento físico;
- Melhora da ventilação em ambientes que não sejam ao ar livre, como salas;
- Preferência por evitar espaços lotados;
- Se vacinando contra a covid-19.
(UOL)