Governo não vai prorrogar tarifa mais cara de luz, devido às chuvas


O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, afirmou que não haverá prorrogação da tarifa de luz criada excepcionalmente devido à escassez hídrica e com previsão de acabar em abril.
“Acabou, acabou mesmo. Da mesma forma que me perguntavam no passado se nós trabalhávamos com a possibilidade de racionamento e apagão, e eu dizia que não tinha, se você me perguntar agora sobre a tarifa de escassez hídrica, eu digo a você que nós não trabalhamos com essa possibilidade (de prorrogar) por conta das medidas que nós adotamos”, disse.
O ministro afirmou que não descarta a antecipação do fim da tarifa mais cara. Ou seja, deixar de cobrar a bandeira de escassez hídrica antes de abril. “Nada é feito por vontade. Nós temos uma governança feita pelo Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico. Se as condições permitirem, poderá ser revisto”.
O comitê é presidido pelo ministro e formado por integrantes da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Agência Nacional de Petróleo (ANP), Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e do Ministério de Minas e Energia. O grupo esteve reunido na quarta-feira passada e decidiu manter a operação de usinas termelétricas, que produz energia mais cara.
Isso não significa que a tarifa não possa voltar em outro momento, em caso de necessidade. O ministro destacou a importância de trabalhar respeitando as margens de segurança dos reservatórios de água.
A bandeira de escassez hídrica foi criada pelo governo em agosto de 2021 com valor de R$ 14,20 a cada 100 kWh. Ela é cerca de 50% mais cara que a bandeira vermelha patamar 2.

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