“Ruim com Paulo Guedes, pior sem ele”, diz Bolsonaro

Presidente defende ministro e afirma que o país está “bem” apesar de ter “problemas”
O presidente Jair Bolsonaro e o ministro Paulo Guedes (Economia) no Planalto; chefe da Economia é parte do governo desde o início do mandato Emilly Behnke 21.mar.2022 (segunda-feira) - 18h44
O presidente Jair Bolsonaro (PL) respondeu nesta 2ª feira (21.mar.2022) críticas direcionadas ao ministro Paulo Guedes (Economia) ao dizer que a situação seria “pior sem ele”. O chefe do Executivo afirmou que o país está “bem” apesar de ter “problemas”. Também declarou que o governo tem “lealdade” para enfrentar “desafios”.
“Fizemos o que poderíamos fazer. Quem esperava o Paulo Guedes liberar R$ 700 bilhões em plena pandemia? Um homem que é austero, sabemos disso. E às vezes, Paulo Guedes, quando alguém fala alguma coisa de você, a gente fala: ‘Se está ruim com o Paulo Guedes, pior sem ele’. E é o que nós temos. A lealdade de todos nós aqui para enfrentarmos esses desafios”, disse Bolsonaro em encontro com ministros em comemoração ao seu aniversário de 67 anos.
Em breve discurso, o presidente defendeu ações de seu governo que afirmou ter a “verdade acima de tudo” desde a campanha de 2018. “Estamos vivos e em pé aqui hoje apesar dos problemas: dois anos de pandemia, crise hidrológica, geada, seca, guerra do outro lado do mundo, mas com reflexo aqui para o Brasil. Estamos bem”, disse.
Mais cedo nesta 2ª feira, o mercado financeiro aumentou pela 2ª semana consecutiva a previsão da Selic, a taxa básica de juros. Antes prevista em 12,75%, a Selic agora é vista em 13% para 2022. Já para 2023, os analistas aumentaram a estimativa de 8,75% para 9%.
Candidato à reeleição, Bolsonaro afirmou que espera deixar um país “muito melhor” depois de seu mandato. Ele repetiu que terá um vice-presidente em sua chapa que será mineiro. Nesta manhã, sinalizou que será o ministro da Defesa, Braga Netto.
“Mineiro é esse, mineiro é esse”, afirmou o ministro Guedes, ao abraçar Braga Netto em resposta a fala do presidente sobre o assunto durante a recepção.
Bolsonaro também voltou a dizer que 8 ou 9 de seus ministros deverão deixar os cargos até 2 de abril para concorrer na eleição. Segundo ele, o grupo de ministros que disputará as eleições “reforça o time daqueles que querem o bem” do Brasil.
“Faltam 6 meses para decidirmos aqui não apenas mais 4 anos, é o futuro de nosso Brasil”, disse. O chefe do Executivo lançará sua pré-candidatura em evento no domingo (27.mar), na sede do Partido Liberal em Brasília.
Aniversário
Bolsonaro comemorou o aniversário em uma recepção no Palácio do Planalto junto de ministros e congressistas aliados. Completou 67 anos nesta 2ª feira. “Não esperava chegar nessa idade toda, graças a Deus apesar de certos problemas, ainda com energia, sem aditivos”, disse em tom de brincadeira. O filho do presidente senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez transmissão ao vivo da fala do pai.
No encontro, a ministra Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos) leu um salmo em homenagem ao presidente. Ela agradeceu a vida do chefe do Executivo e afirmou que Bolsonaro tem “atraído a graça de Deus sobre a nação”. Pastor, o ministro da Educação, Milton Ribeiro, também fez uma oração.
Poder360

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