Em meio às boas notícias, há dois alertas para Lula em nova pesquisa

A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (08), traz várias boas notícias para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – como o aumento da vantagem sobre Jair Bolsonaro (PL), a deterioração dos indicadores de avaliação do rival e a possibilidade de vencer a eleição no primeiro turno –, mas tem também ao menos dois alertas, segundo o cientista político Felipe Nunes, diretor do instituto.
Um dos alertas é que quase metade do eleitorado não acredita em sua inocência no processo a que foi condenado na Operação Lava Jato — o ex-presidente chegou a ser preso por isso, mas conseguiu a anulação do caso após o STF decidir que o então juiz Sergio Moro havia sido parcial na condução da ação e que a Justiça Federal de Curitiba não era o foro adequado para a tramitação. Para 48% dos eleitores, no entanto, Lula foi condenado corretamente, enquanto 43% acham que a condenação não foi correta.
Para 48% dos eleitores, Lula foi condenado corretamente, enquanto 43% acham que não foi uma condenação correta. Ou seja, não é impossível especular que o eleitorado pode ser levado a votar com essa razão, mas parece improvável. pic.twitter.com/F1rZTyciH2.
Esse é um tema que os adversários certamente irão explorar na campanha eleitoral, embora o seu efeito seja incerto, uma vez que temas econômicos têm tomado a frente das preocupações dos eleitores, como mostra a mesma pesquisa. “Não é impossível especular que o eleitorado pode ser levado a votar com essa razão (condenação judicial), mas parece improvável”, afirma Nunes.
Outro ponto que merece atenção é que para 50% do eleitorado o apoio ao aborto é um motivo para diminuir as chances de votar em determinado candidato – entre os eleitores de Lula, esse percentual é de 41%. O petista gerou polêmica em abril, principalmente entre o eleitorado conservador, ao defender que o assunto fosse tratado como uma questão de saúde pública. Depois, reforçou que era pessoalmente contra o aborto. “Eu tenho cinco filhos, oito netos e uma bisneta. Eu sou contra o aborto. O que eu disse é que é preciso transformar essa questão do aborto numa questão de saúde pública”. Apesar do esclarecimento feito pelo petista, é muito provável que a declaração venha a ser explorada na disputa eleitoral. “Isso ainda pode ser um problemão para a campanha petista”, afirma Nunes.
Entre os eleitores de Lula, 41% diminuiriam as chances de votar em um candidato que defende temas como o aborto. Isso ainda pode ser um problemão para a campanha petista. pic.twitter.com/AlQq0vSHRx.

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